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Você ficará impressionado com o poder de destruição desses países

Rússia e EUA lideram a lista de países com maior número de armas nucleares armazenadas

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Em até 1,8 km do local da queda de uma arma nuclear de 100kT, a destruição é completa / Divulgação

O início de uma guerra sempre faz um alerta sobre a soberania de alguns países e do poder de destruição que eles têm.  embate entre Rússia e Ucrânia fez o mundo inteiro se preocupar com as armas nucleares. Mas, de fato, você sabe o quanto estas grandes potências têm em mãos e o que elas podem fazer contra o mundo?

A Rússia é a primeira nação na lista dos países que mais possuem armas nucleares. São 5.977 ogivas. Em seguida, estão os Estados Unidos com 5.550. Juntos, eles totalizam 89,7% das armas nucleares do mundo.

Somente se as ogivas de outros países que fazem parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) foram somadas a dos EUA é que a Rússia sai do primeiro lugar. Com os arsenais nucleares mantidos pela França e pelo Reino Unido, 290 e 225, respectivamente, o total da Otan vai a 6.065.

O terceiro lugar desta lista fica com a China, que possui 350 armas nucleares. Em quarto segue França; em quinto, Reino Unido. Seguidos de Paquistão (165 ogivas), Índia (156 ogivas), Israel (90) e Coreia do Norte (50). Além disso, parte do arsenal americano está abrigado em locais estratégicos na Turquia, Itália, Alemanha, Holanda e Bélgica - todos pertencentes à Otan. Os números são estimativas já que os países não divulgam esses dados.

Segundo a Federação de Cientistas Americanos (FAS) e o Centro de Controle e Não Proliferação de Armas, há ao menos 100 bombas nucleares americanas na Europa atualmente e estão distribuídas em seis bases aéreas: 15 bombas em Kleine Brogel, na Bélgica; 15 bombas em Büchel, na Alemanha; 20 bombas em Aviano, na Itália; 15 bombas em Ghedi, na Itália; 15 bombas em Volkel, na Holanda; 20 bombas em Incirlik, na Turquia. Ainda de acordo com o Centro de Controle, as ogivas estão desativadas e são mantidas em cofres subterrâneos, com códigos de acesso em posse apenas de americanos.

Em janeiro de 2022, a Rússia, os EUA e outros países assinaram uma declaração conjunta para que a guerra nuclear e as corridas armamentistas fossem evitadas. Segundo as nações, uma guerra nuclear "não pode ser vencida" e "nunca deve ser travada".

Mas por que tanto medo? Armas nucleares podem causar destruição em massa e mudar a realidade da Terra definitivamente. Segundo cientistas nucleares, o uso deste tipo de arma em uma guerra pode escalar de um desastre local para uma catástrofe local rapidamente. "Milhões, talvez dezenas de milhões, morreriam nos primeiros 45 minutos", afirma a Associação de Controle de Armas.

Os sobreviventes também teriam que lidar com as consequências como a radiação nuclear, que causa doenças graves e até a morte, a destruição de infraestruturas básicas de internet, energia elétrica, saúde, transporte, alimentação e finanças.

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Para se ter uma ideia, a União Soviética detonou a chamada “Tsar Bomb” em testes realizados no ano de 1961. Nesse evento, foi detectado que a bomba possui uma capacidade de destruição comparada à detonação de 50 milhões de toneladas de dinamite.

Tudo isso, gera um estrago 3 mil vezes maior do que as bombas detonadas pelos EUA na Segunda Guerra Mundial. Sendo assim, a “Tsar bomb” é considerada a mais potente arma nuclear já detonada.

Em até 1,8 km do local da queda de uma arma nuclear de 100kT, a destruição é completa; em até 3 km, destruição severa; em até 5 km, os danos são graves e em até 8km, são apenas danos. A explosão deste tipo de arma provoca bola de fogo que destrói edifícios, objetos e pessoas; uma onda de explosão que gera morte, ferimentos e danos às construções; radiação que provoca danos à células do corpo e causar doenças; além de danos provocados pelo pulso eletromagnético e a poeira radioativa que também podem provocar doenças. 

O Brasil, apesar de dispor da tecnologia necessária, não possui bombas nucleares graças à assinatura do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), que passou a vigorar no mundo no ano de 1970. Esse tratado conta com a participação de 189 países até o momento e tem o intuito de impedir a proliferação da tecnologia usada para o desenvolvimento de armas nucleares.

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