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Capital

Operação da GCM interdita shopping na 25 de Março

Bruno Hoffmann

Publicado em 15/02/2019 às 01:00

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Interdição foi motivada por denúncias de venda de artigos falsos; operação foi realizada ontem pela Guarda Civil Metropolitana de SP / / Willian Moreira/Futura Press/Folhapress

Uma operação deflagrada nesta quinta-feira pela Guarda Civil Metropolitana de São Paulo (GCM) interditou o Shopping 25 de Março, na região central da cidade. A GCM ainda não informou o que foi apreendido, mas o advogado do shopping, Miguel Pereira Neto, diz que há mais de 1,2 mil lojas no estabelecimento.

Por volta do meio-dia, as lojas permaneciam fechadas, e as mercadorias ainda não tinham sido apreendidas. O fluxo de pessoas em frente ao shopping, na região da 25 de Março, é grande. Também há muitos guardas municipais cercando o local.

A interdição do centro comercial pela prefeitura foi motivada pelo fato de diversas marcas de produtos terem entrado na Justiça para denunciar que no local eram vendidos artigos falsificados e ilegais.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), visitou rapidamente o local na manhã de hoje e, em conversa com os jornalistas, lembrou que, em 2017, uma operação conjunta da Receita Federal e da prefeitura havia constatado a venda de produtos ilegais no centro comercial. "O shopping assinou, então, um TAC [termo de ajustamento de conduta] com a prefeitura [que previa a proibição de venda de produtos ilegais no espaço]", disse o prefeito.

"Nossa preocupação não é punir, mas regularizar o que acontece na cidade de São Paulo. Recentemente, uma série de marcas en-trou com ações na Justiça com comprovação de venda de merca-dorias ilegais e de contrabando aqui nesse espaço. E nós fomos notificados dessa decisão [judicial]. Com base no laudo que foi feito e que embasou a decisão judicial, estamos a partir de hoje suspendendo esse TAC assinado em 2017 e retomando a ação fiscal", acrescentou Covas.

Segundo o prefeito, o Shopping 25 de Março terá prazo para se defender, mas permanecerá totalmente fechado porque há apenas um alvará, que é do centro comercial, e não dos lojistas, individualmente. "O que está irregular é o shopping, não o box [cada loja]", explicou. (AB)

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