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Só depois do Carnaval

Tragédia de Brumadinho, incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo, deslizamentos de encostas no Rio, acidente que vitimou Ricardo Boechat, batida entre trens e tensão na fronteira do Brasil com a Venezuela. Tudo isso nos primeiros dois meses de 2019. Isso porque dizem por aí que o ano só começa depois do Carnaval.

Então que o Carnaval nos traga um novo ano com mais notícias boas e com menos tristeza. Tirando os acontecimentos que fogem do controle humano, teremos aqui no Brasil, daqui em diante, muitos desafios e projetos importantes no cenário político-econômico do País. O primeiro deles é a polêmica reforma da Previdência, que mal chegou nas comissões e já pode sofrer mudanças.

Na quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro disse para jornalistas que aceita negociar alguns pontos e que a idade mínima de aposentadoria das mulheres pode baixar de 62 para 60 anos.

Outras mudanças, como na aposentadoria rural, também devem ter dificuldades para passar no Congresso. Anunciando a flexibilização da idade mínima, Bolsonaro sinaliza que deve ceder às pressões.

A Previdência deve dominar as discussões neste primeiro semestre, mas, se aprovada, o próximo tema a ser abordado deve ser o pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro.

O projeto prevê alterações em 14 leis, como Código Penal, Código de Processo Penal, Lei de Execução Penal, Lei de Crimes Hediondos, Código Eleitoral, entre outros.

O objetivo, segundo o ministro, é endurecer o combate a crimes violentos, como o homicídio e o latrocínio, e também contra a corrupção e as organizações
criminosas.

Um dos pontos principais dos projetos é a criminalização do caixa dois, mas Moro acabou cedendo a pedido de políticos e decidiu desmembrar o projeto de lei separando o caixa dois de outros crimes, como crime organizado e violentos. "É grave, mas não é a mesma coisa que corrupção", disse o ministro.

Não é possível fazer previsões para o ano que está só começando, mas já é certo que teremos mudanças importantes pela frente. Será necessário ter paciência, coragem e sabedoria para encará-las. Mas, enquanto isso, os brasileiros podem ter quatro dias de folga para brincar o Carnaval e esquecer um pouco a já dura realidade de 2019.

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