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Prefeitura condenada. A Justiça determinou que a Prefeitura de São Paulo pague indenização a um morador de rua por retirar seus pertences em 2017. De acordo com ação proposta pela Defensoria Pública, em novembro daquele ano, na gestão do ex-prefeito João Doria (PSDB), guardas civis metropolitanos apreenderam documentos, roupas, medicamentos e um carrinho usado para recolher material reciclável do morador de rua, durante uma operação de zeladoria, na Praça do Patriarca, Centro de São Paulo. No ano passado, a Justiça já havia determinado a devolução do material. Agora, a 2ª Vara do Juizado Especial da Fazenda Pública determinou o pagamento de R$ 1,5 mil. A Defensoria vai recorrer porque achou o valor da indenização baixo.

Vaticínio de verão I. O cidadão da Grande São Paulo, maior conglomerado urbano da América do Sul, vive anualmente um filme de terror repetitivo, cujo ingresso é sempre caríssimo para se assistir sempre ao mesmo enredo de destruição, prejuízo e escuridão. O filme pode se chamar Chuvas de Verão, a Vingança. Todos os anos sabemos que, nos meses de janeiro e fevereiro, as águas são caudalosas, os ventos são fortes e, nem assim, até hoje, nenhum, exatamente nenhum prefeito, pelo menos, tentou se prevenir do desastre mais certo e prevísivel, ainda que se tenham construídos alguns insuficientes piscinões em gestões passadas.

Vaticínio de verão II. Como uma marca da maldade, os gestores da cidade preferem esperar, de braços cruzados, o terror que está por vir. Haveria um certo prazer oculto em ver a cidade pisoteada pelo Godzilla das águas sem que nada fosse feito. Não é possível fazer um monitoramento das árvores em risco de cair, uma limpeza dos bueiros, e uma manutenção dos semáforos que sempre param de funcionar. E a Enel, empresa de distribuição de energia, sabendo que fatalmente milhares de paulistanos vão mergulhar na escuridão, arcando com prejuízo de geladeiras que não funcionam e de elevadores que param de repente.

Toma lá, da cá. Sem uma base segura no Congresso e com a necessidade de aprovar a reforma da Previdência e o pacote anticrime, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com líderes políticos e se comprometeu com a nomeação de cargos no segundo escalão nos estados por indicação dos deputados e com a liberação de emendas sem contingenciamento. Os deputados reclamam do difícil acesso ao Executivo e da concentração no novato PSL de cargos importantes, como as lideranças do governo na Câmara e no Congresso e a presidência da CCJ.

 

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