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Feliz ano velho

O ano de 2019 prometia muito mais do que entregou. Com um novo governo, os brasileiros tinham a esperança da mudança, principalmente na economia. A turma do presidente Jair Bolsonaro, liderada pelo ministro Paulo Guedes, entrou o ano entusiasmada com uma série de propostas e pacotes para alavancar a economia do País.

Principal reforma, a Previdência foi promulgada e fixou a nova idade mínima para a tão utópica aposentadoria do brasileiro (65 anos para homens e 62 anos para mulheres) e tempo mínimo de contribuição de 20 anos para homens e 15 anos para mulheres. O pacote anticrime de Sergio Moro também passou na Câmara, porém com derrotas para o superministro.

Voltando à economia, os números foram de recordes no Brasil. A Ibovespa alcançou os inéditos 17 mil pontos e o dólar uma marca histórica de R$ 4,25. O número de trabalhadores informais também foi recorde, alcançando a marca de 38,8 milhões de pessoas. Boa parte desse crescimento ocorreu devido ao desemprego, que ficou em 11,6%. Segundo último levantamento da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), são 12,4 milhões de brasileiros
desempregados.

Sem emprego, a economia contrariou as expectativas otimistas. De um crescimento esperado de 2,5%, o País amarga 1,12%.

Ao contrário da economia estagnada, a política teve um ano bem agitado. Houve presidente brigando com a legenda que o elegeu, senador Flávio Bolsonaro acusado de praticar a "rachadinha" e uma pérola atrás da outra nos discursos do presidente. Houve também Leonardo Di Caprio sendo acusado de provocar incêndio na Amazônia, recomendação sobre as necessidades fisiológicas dos brasileiros e até determinação para comemorar os 55 anos do golpe de 1964.

Polêmicas à parte, os brasileiros tiveram algumas boas notícias, como a inflação que registrou queda de 0,04% em setembro e teve o menor resultado desde 1998, e a liberação do saque do Fundo de Garantia (FGTS). Outro ponto positivo para o governo foi a diminuição do número de ministérios de 29 para 22, o isolamento de chefes de fracções criminosas, recorde de apreensão de drogas e queda nos índices da criminalidade.

Com otimismo, em 2020, com as eleições municipais, a política deve continuar movimentada e o Brasil pode viver bons momentos alavancados pela movimentação dos candidatos à reeleição que querem mostrar trabalho. Com realismo, porém, a economia não promete resultados revolucionários e devemos seguir a passos lentos rumo à recuperação.

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