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Pedro Nastri

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Foto: Gazeta de S.Paulo

Respirador chinês

Respirador chinês. O governo de São Paulo, gestão João Doria (PSDB), afirmou que receberá menos da metade dos 3 mil respiradores comprados da China que foram prometidos para ampliação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no estado. A compra inicial de US$ 100 milhões (cerca de R$ 550 milhões), sem licitação, é investigada pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas de São Paulo. O contrato com os chineses havia sido comemorado pelo governo no final de abril como a maior compra desde o início da implementação de medidas de combate à pandemia da Covid-19. O Ministério Público abriu um inquérito para investigar a aquisição dos aparelhos sem licitação. O promotor José Carlos Blat se baseou em uma reportagem que aponta que os respiradores tiveram o preço médio de R$ 180 mil cada e estão acima dos valores cobrados por outros modelos similares de mercado, que custam menos da metade do preço, R$ 60 mil.

Respirador da USP. O Ministério Público de São Paulo enviou ofício à gestão do governador João Doria e à secretaria de estado da Saúde pedindo esclarecimentos sobre a implementação dos respiradores de emergência desenvolvidos pela USP (Universidade de São Paulo). O protótipo já foi testado e aprovado em animais e em pessoas e está agora na fase final de testes para ser aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Engenheiros da Poli desenvolveram o ventilador pulmonar para uso em emergências com tecnologia e componentes nacionais. O resultado é de um equipamento produzido em até duas horas e 15 vezes mais barato dos que os aparelhos disponíveis no mercado. O MP recomendou a implementação do projeto pela gestão João Doria (PSDB) e não obteve retorno. O custo estimado de cada ventilador é de R$ 2 mil, e pode ser fabricado em até 2 horas.

Concessão de cemitérios. O Tribunal de Contas do Município (TCM) suspendeu pela terceira vez o edital de concorrência da Prefeitura de São Paulo que previa a concessão da gestão dos 22 cemitérios e crematórios da cidade à iniciativa privada. A tentativa de concessão do serviço funerário da capital paulista é antiga e tem enfrentado entraves. Em 2017, o ex-prefeito João Doria (PSDB) chegou a publicar um edital, que foi suspenso pelo TCM. No ano seguinte, em 2018, o processo foi retomado e a Prefeitura recebeu propostas. Com a saída de Doria para concorrer ao governo do estado, a gestão Bruno Covas (PSDB) começou o trabalho do zero, enviando primeiro um projeto de lei para a Câmara Municipal, que aprovou a ideia. 

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