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Resumo da semana das notícias mais quentes da cidade de São Paulo com Pedro Nastri, jornalista e apresentador da Rádio Trianon.
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Números da Covid-19

Números da Covid-19. Já são mais de 40 mil óbitos pela Covid-19 no País. Enquanto governadores flexibilizam as regras de isolamento, o Brasil registrou nos últimos sete dias a maior média diária de óbitos provocados pelo novo coronavírus em todo o mundo. Deixou para trás Estados Unidos e Reino Unido, países que tiveram os maiores números absolutos de mortes até agora. Em São Paulo, uma fila com mais de 200 pessoas se formou em frente ao shopping center Metrô Tatuapé, na zona leste da capital paulista. Os dados apontam que, em pouco mais de três meses, o novo coronavírus vitimou mais brasileiros do que os acidentes de trânsito em todo o ano de 2019.

Mais números. E o Brasil pode superar os EUA em número total de mortes de Covid-19 no dia 29 de julho, aponta a projeção do Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde (IHME) da Universidade de Washington, um dos principais modelos matemáticos usados pela Casa Branca para definir suas estratégias. Se não houver nenhuma mudança significativa no avanço da pandemia no País, o Brasil teria 137,5 mil mortos e os EUA, 137 mil. Um avanço com uma magnitude dessas ocorreu nos últimos 30 dias: havia 10 mil mortes registradas em 9 de maio e 38 mil em 9 de junho. O quádruplo. Se for considerada a taxa de mortes por 100 mil habitantes, o Brasil deve superar os EUA em 10 de julho.

Esperança em SP. O governador de São Paulo, João Doria, anunciou que o Instituto Butantan vai produzir, em conjunto com o laboratório chinês Sinovac Biotech, uma vacina contra o coronavírus. Segundo o político, o imunizante poderá estar disponível no SUS até junho de 2021 , caso a última fase do estudo clínico comprove sua eficácia. As duas primeiras etapas foram realizadas na China e a terceira, que contará com a colaboração de 9 mil pessoas e está prevista para começar em julho, será no Brasil. O valor do investimento para a realização do estudo é de 85 milhões de reais. De acordo com Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, há ainda negociação com outras empresas para a produção de vacinas. Sinais de esperança.

Inadimplência. Pesquisa DataPoder360 mostra que 65% dos brasileiros deixaram de pagar alguma conta no último mês por causa da pandemia. Outros 31% mantiveram os débitos em dia e 4% não souberam ou não responderam. Dentre os mais jovens, de 18 a 24 anos, 83% disseram ter deixado de pagar alguma dívida. É o maior percentual entre todas as faixas etárias. Dos desempregados e sem renda fixa, por exemplo, os que deixaram de pagar alguma conta são 78%. Por outro lado, apenas 13% dos mais ricos, que recebem mais de 10 salários mínimos (equivalente a R$ 10.450), se tornaram inadimplentes no período. 

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