Favela do Moinho: operação mira traficantes que impedem remoção de famílias

Mais de 40 imóveis ligados a Leo do Moinho são vistoriados enquanto governo tenta realocar moradores

Leo Moja e sua família são proprietários de mais de 40 imóveis na favela

Leo Moja e sua família são proprietários de mais de 40 imóveis na favela | Reprodução/TV Globo

O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Militar realizaram nesta sexta-feira (19/12) uma operação em dois imóveis da Favela do Moinho, no Centro da capital paulista, para combater traficantes que têm dificultado a remoção das famílias da comunidade.

A ação investiga pessoas ligadas a Leonardo Moja, o “Leo do Moinho”, preso do PCC, apontado como responsável por coordenar o tráfico de drogas na região, mesmo detido.

Leo Moja e sua família são proprietários de mais de 40 imóveis na favela, que, segundo promotores, são usados para abastecer a Cracolândia.

As investigações indicam que, apesar da prisão, ele mantém influência sobre a organização criminosa, inclusive na resistência à retirada das 824 famílias prevista pela Operação Dignidade, projeto do governo estadual em parceria com o federal que pretende transformar a área em um parque público.

Durante a operação desta sexta, um homem foi baleado em uma troca de tiros enquanto os agentes vistoriavam um dos imóveis; sua identidade não foi divulgada.

No segundo endereço, nenhuma irregularidade foi encontrada.

Histórico de ações recentes

A operação desta sexta se soma a outras medidas de combate ao tráfico na Favela do Moinho:

  • Setembro de 2025: Prisão de 10 suspeitos ligados a Leo Moja em ação conjunta do MP e da PM.
  • 12 de dezembro de 2025: Apreensão de drogas, dinheiro e explosivos, com detenção de três pessoas ligadas à família de Moja.
  • Abril de 2025: Início da Operação Dignidade Comunidade do Moinho, com objetivo de realocar moradores e transformar a área em parque.

As autoridades afirmam que as operações buscam combater o tráfico e garantir a execução do programa de remoção, promovendo segurança e condições dignas para os moradores da comunidade.