Larissa Morata ganha novo capítulo na investigação após denúncia contra PM e detalhes da perícia levantarem dúvidas sobre a morte

Exame médico-legal registrou 14 equimoses e outros vestígios que passaram a ser analisados pelas autoridades

A perícia foi acionada e deverá ajudar a esclarecer a dinâmica do disparo e o que ocorreu no imóvel.

O banheiro onde Larissa foi encontrada estava limpo, e um galão de água sanitária estava dentro do box. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Larissa Morata passou a integrar uma nova etapa da investigação após o Ministério Público de São Paulo denunciar o policial militar Vinícius Costa Silva pela morte da esposa. O caso ocorreu em Embu das Artes, na Grande São Paulo, e envolve análises periciais sobre as circunstâncias do disparo.

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O que a perícia encontrou no caso Larissa Morata

Um dos elementos analisados pelos investigadores são as lesões encontradas no corpo de Larissa Morata. O exame médico-legal registrou 14 equimoses nas mãos, nos pés e nas pernas.

O laudo, porém, não estabeleceu quando os hematomas surgiram. Também não determinou se as marcas foram provocadas por agressões ou por uma queda.

Os peritos ainda encontraram cabelos soltos presos à calça da vítima. Cães farejadores foram levados à residência para procurar possíveis vestígios de sangue em outros ambientes.

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O banheiro onde Larissa foi encontrada estava limpo. Um galão de água sanitária também estava dentro do box. Esses elementos passaram a fazer parte da análise do local.

Trajetória do disparo é analisada

A direção do tiro também aparece entre os pontos examinados pela investigação. Segundo o material pericial citado no caso, o projétil atingiu o lado esquerdo da cabeça.

A trajetória indicada ocorreu de trás para a frente e da esquerda para a direita. Os investigadores consideram esse dado na análise das diferentes hipóteses para a morte.

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A perícia ainda precisa ser avaliada junto com outros exames. Entre eles estão os testes residuográficos e toxicológicos, além dos demais vestígios recolhidos durante a investigação.

Versão apresentada pelo policial

Em depoimento, Vinícius Costa Silva afirmou que chegou em casa por volta das 6h. Segundo o relato apresentado à polícia, ele conversou com Larissa sobre o fim do relacionamento.

O policial disse que, depois da conversa, foi dormir. Ele afirmou ter acordado após ouvir um disparo e encontrado a esposa ferida no banheiro.

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Ainda de acordo com o depoimento, o PM chamou o socorro. A arma usada no disparo seria particular e ficava em uma cômoda no quarto do casal.

A investigação considera diferentes possibilidades para explicar a morte. A dinâmica definitiva depende da análise conjunta dos depoimentos e dos exames periciais.

O que muda com a denúncia do Ministério Público

A denúncia apresentada pelo Ministério Público representa uma etapa diferente da investigação. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, a denúncia é a petição inicial de uma ação penal pública. O recebimento pelo Judiciário é que inicia o processo criminal.

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Por isso, a apresentação da denúncia não significa condenação. O acusado ainda pode apresentar sua defesa durante o processo.

O CNJ explica que, após o recebimento da denúncia, o acusado passa à condição de réu. A Justiça então analisa as provas e os argumentos apresentados pelas partes.

No caso Larissa Morata, os próximos passos dependem da análise judicial da denúncia e das provas reunidas. Os exames ainda podem esclarecer pontos que permanecem sem resposta.

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A definição sobre o que aconteceu dependerá do conjunto de elementos apresentados no processo. Até uma decisão judicial, Vinícius Costa Silva deve ser tratado como acusado, sem antecipação de culpa.