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Polícia

PCC lucrava bilhões com gasolina 180 vezes mais tóxica

Segundo a investigação, consumidores estariam pagando por volumes inferiores ao informado nas bombas

Matheus Herbert

28/08/2025 às 18:59

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Segundo investigadores, um dos principais eixos da fraude passa pela importação irregular de metanol

Segundo investigadores, um dos principais eixos da fraude passa pela importação irregular de metanol | Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil de São Paulo divulgou que os combustíveis utilizados por alguns postos alvos de uma megaoperação nesta quinta-feira (28/8) tinham até 90% de metanol, substância altamente inflamável e tóxica.

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Investigação realizada pelo Ministério Público de São Paulo identificou que o grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC) agia na importação irregular de produtos químicos para adulterar os combustíveis vendidos aos consumidores.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a presença de metanol é restrita a, no máximo, 0,5% na composição da gasolina e do etanol.

A adulteração atingia níveis alarmantes. Embora a ANP estabeleça o limite máximo de 0,5% de metanol na composição dos combustíveis, as investigações encontraram amostras com concentração de até 90%.

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Isso significa que, em alguns postos, os consumidores abasteciam com um produto 180 vezes mais tóxico e inflamável do que o permitido por lei, um risco grave para a segurança da população, dos veículos e do meio ambiente.

O setor estima que cerca de 30% dos postos de combustíveis do Estado, aproximadamente 2.500 estabelecimentos, foram impactados pela fraude.

Produto altamente inflamável e tóxico, o metanol era direcionado a postos e distribuidoras, onde acabava sendo utilizado para adulterar combustíveis, gerando lucros bilionários.

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"O metanol tem restrição na ANP para conter 0,5% em combustíveis, por exemplo, na gasolina e etanol. Não obstante, fiscalizações do estado de São Paulo apontam alguns postos com até 90% de metanol, o que é extremamente arriscado para as pessoas, veículos e meio ambiente", disse o promotor Yuri Fisberg, do Ministério Público de São Paulo, durante coletiva de imprensa.

Segundo os investigadores, um dos principais eixos da fraude passa pela importação irregular de metanol. O produto, que chega ao País pelo Porto de Paranaguá (PR), não era entregue aos destinatários indicados nas notas fiscais. O texto contém informações do g1. 

Várias redes de postos de gasolina foram investigadas, e o Ministério Público detectou fraudes em mais de 300 estabelecimentos.

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Consumidores pagavam por volumes inferiores aos informados nas bombas, fraude quantitativa, ou por combustíveis adulterados, fora das especificações técnicas exigidas pela ANP, fraude qualitativa.

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