A Polícia Civil de Campinas investiga quem são os responsáveis pela cirurgia realizada por engano em Jandira Marina Dias Braga no Hospital Beneficência Portuguesa, e se a operação tem relação direta com a sua morte. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (24/7).
A paciente tinha 76 anos e morreu três dias depois de passar por uma gastrostomia endoscópica indevida, no último dia 8 de julho. Ela estava internada para tratar uma obstrução intestinal causada pela reincidência de um câncer no cólon.
O procedimento realizado erroneamente consiste na inserção de uma sonda diretamente no estômago para alimentar o paciente ou drenar líquidos acumulados.
Investigação sobre a morte da idosa
A morte de Jandira também é analisada pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) e pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).
O Cremesp instaurou uma sindicância para apurar a conduta dos médicos. O Coren-SP, por sua vez, informou ter iniciado os procedimentos de apuração previstos na Resolução Cofen n.º 706/2022, ressaltando que, até o momento, não recebeu denúncia formal por parte da instituição de saúde.
O hospital admitiu o erro e informou que abriu uma sindicância interna, além de adotar medidas administrativas contra os profissionais envolvidos, incluindo demissões. Em nota, a instituição também defendeu que uma avaliação concluiu que a cirurgia “não alterou o prognóstico da paciente”.
Conforme informado pelo delegado-chefe do Deinter-2, Oswaldo Diez Jr., o inquérito foi aberto após a neta de Jandira registrar um boletim de ocorrência e prestar depoimento no 1° Distrito Policial da cidade nesta quinta-feira (23/7). O caso foi registrado como homicídio culposo (quando não há intenção de matar).
A polícia deve ouvir nos próximos dias os médicos envolvidos na operação e no atendimento de Jandira para esclarecer como ocorreu a troca de pacientes e determinar a responsabilidade de cada profissional.
