Polícia Civil de Campinas investiga se cirurgia realizada por engano causou a morte de idosa em hospital

Jandira Marina Dias Braga, de 76 anos, passou por gastrostomia indevida enquanto tratava um câncer; Cremesp e Coren-SP também apuram a conduta dos profissionais

Paciente de 76 anos morreu após ser submetida a cirurgia por engano/Marina Dias/Acervo pessoal

Paciente de 76 anos morreu após ser submetida a cirurgia por engano/Marina Dias/Acervo pessoal

A Polícia Civil de Campinas investiga quem são os responsáveis pela cirurgia realizada por engano em Jandira Marina Dias Braga no Hospital Beneficência Portuguesa, e se a operação tem relação direta com a sua morte. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (24/7).

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A paciente tinha 76 anos e morreu três dias depois de passar por uma gastrostomia endoscópica indevida, no último dia 8 de julho. Ela estava internada para tratar uma obstrução intestinal causada pela reincidência de um câncer no cólon.

O procedimento realizado erroneamente consiste na inserção de uma sonda diretamente no estômago para alimentar o paciente ou drenar líquidos acumulados.

Investigação sobre a morte da idosa

A morte de Jandira também é analisada pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) e pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

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O Cremesp instaurou uma sindicância para apurar a conduta dos médicos. O Coren-SP, por sua vez, informou ter iniciado os procedimentos de apuração previstos na Resolução Cofen n.º 706/2022, ressaltando que, até o momento, não recebeu denúncia formal por parte da instituição de saúde.

O hospital admitiu o erro e informou que abriu uma sindicância interna, além de adotar medidas administrativas contra os profissionais envolvidos, incluindo demissões. Em nota, a instituição também defendeu que uma avaliação concluiu que a cirurgia “não alterou o prognóstico da paciente”.

Conforme informado pelo delegado-chefe do Deinter-2, Oswaldo Diez Jr., o inquérito foi aberto após a neta de Jandira registrar um boletim de ocorrência e prestar depoimento no 1° Distrito Policial da cidade nesta quinta-feira (23/7). O caso foi registrado como homicídio culposo (quando não há intenção de matar).

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A polícia deve ouvir nos próximos dias os médicos envolvidos na operação e no atendimento de Jandira para esclarecer como ocorreu a troca de pacientes e determinar a responsabilidade de cada profissional.