Sozinhos e chorando: vídeo mostra como estavam os gêmeos de 7 meses resgatados em condições insalubres por policiais em SP; pais foram soltos pela Justiça

Pais dos bebês chegaram a ser presos por suspeita de abandono de incapaz e maus-tratos, mas Justiça concedeu liberdade provisória

Gêmeos resgatados em São José dos Campos

Caso aconteceu em São José dos Campos | Foto: 1º BPM/I/Divulgação

Dois gêmeos de setes meses foram resgatados em condições insalubres após terem sido deixados sozinhos em uma casa de São José dos Campos, no interior de São Paulo. O caso aconteceu na última quarta-feira (14/10). Os pais dos bebês chegaram a ser presos em flagrante, mas a Justiça concedeu liberdade provisória.

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A equipe da Polícia Militar (PM) foi acionada até o bairro Jardim Jussara após uma denúncia de que as crianças choravam incessantemente. Ao entrar na casa, o silêncio pesado deixou os agentes “apavorados”.

Fotos mostram como as crianças foram encontradas pelos policiais

Bebês estavam sozinhos e sujos

Para entrar no imóvel, os policiais precisaram cortar um cadeado e quebrar uma porta de vidro. Lá dentro, encontraram roupas e alimentos espalhados, além de condições precárias de higiene.

A menina estava sobre a cama e o menino no chão, entre a cama e um colchão. Após a verificação dos sinais vitais, os policiais deram banho nos bebês, trocaram suas roupas e conseguiram mamadeiras para alimentá-los.

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Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os irmãos estavam sujos de urina e fezes. “Dei banho na menina primeiro. Ela estava muito assustada. Depois, peguei o menino, troquei e limpei ele também. Conseguimos duas mamadeiras para poder alimentar os dois, porque a gente não sabia desde que horas eles estavam sozinhos”, contou a cabo Walkiria Tassiani.

Assista ao vídeo do resgate dos gêmeos

Pais deixaram os bebês sozinhos por várias horas

Ainda no local da ocorrência, a proprietária da casa relatou que alugava o imóvel para um casal e que os dois haviam saído no dia anterior, deixando os bebês sozinhos. Quando os policiais chegaram, porém, as crianças já não choravam. A ausência de barulho, inclusive, foi um dos fatores que preocupou a equipe, que não sabia se os bebês haviam sofrido algum acidente.

“Quando nós chegamos, as crianças não choravam mais, não tinha um barulho. Foi o que deixou a gente apavorado. A gente não sabia o que tinha acontecido”, relatou a cabo Tassiani.

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A ocorrência foi atendida por policiais do 1º Batalhão de Polícia Militar do Interior (1º BPM/I), acionados pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).

Pais não podem se aproximar dos filhos após decisão da Justiça

O Conselho Tutelar compareceu ao local e encaminhou os gêmeos a um hospital pediátrico da cidade para avaliação médica. A menina recebeu alta e foi levada para um abrigo. Já o menino permaneceu em observação após a equipe médica tomar conhecimento de que ele havia sofrido uma queda. Uma funcionária do abrigo ficou responsável por acompanhá-lo no hospital.

A avó paterna e uma tia das crianças também compareceram ao local, mas informaram que não tinham condições de ficar com os bebês.

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Enquanto a ocorrência era atendida, outra equipe da Polícia Militar abordou um casal na região central da cidade, na Praça Afonso Pena. Durante a conversa, os policiais identificaram contradições nas informações apresentadas e relacionaram os dois à ocorrência envolvendo os gêmeos. Os dois foram conduzidos à Central de Polícia Judiciária.

No entanto, ambos tiveram a liberdade provisória concedida pela Justiça após audiência de custódia. A decisão de quarta-feira (14) foi concedida sem pagamento de fiança e prevê o cumprimento de medidas cautelares. O casal havia sido preso em flagrante por suspeita de abandono de incapaz e maus-tratos.

Entre as medidas impostas pela Justiça estão a obrigação de comparecer a todos os atos do processo, manter o endereço atualizado junto à Vara responsável pelo caso e comunicar previamente ao juízo caso precise se ausentar da comarca por mais de oito dias.

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A decisão também proíbe os pais de se aproximarem dos filhos a menos de 100 metros e de manterem contato com as crianças por qualquer meio de comunicação.

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