Assédio eleitoral no trabalho: TSE, TST e MPT criam pacto para punir coação de empresas

Ação integrada pretende agilizar apuração de denúncias e conter pressões de empregadores sobre o voto de funcionários

Escolha de deputados federais e estaduais define a elaboração de leis e a fiscalização de orçamentos nos próximos quatro anos / Divulgação

Pacto entre órgãos cria uma rede de fiscalização integrada para conter a coerção de empresários sobre funcionários durante o período eleitoral / Divulgação

O Tribunal Superior Eleitoral, Tribunal Superior do Trabalho e Ministério Público do Trabalho lançaram, em parceria, a “Aliança pelo Voto Livre e Secreto”. O pacto cria uma rede de fiscalização integrada para conter a coerção de empresários sobre funcionários durante o período eleitoral.

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A medida responde à alta de denúncias de patrões que tentam direcionar escolhas políticas sob ameaça de demissão.

Cruzamento de dados e rapidez nas punições

Com o acordo, denúncias registradas na Justiça do Trabalho passam a acionar simultaneamente os órgãos eleitorais e fiscais. A intenção é acelerar investigações e aplicar sanções administrativas e criminais antes do dia da votação.

O foco da aliança envolve a fiscalização de práticas veladas, como promessas de bônus ou ameaças de corte de vagas atreladas aos resultados das urnas.

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O que diz a lei e onde denunciar

A legislação brasileira proíbe qualquer tipo de ingerência do empregador na preferência política dos colaboradores. Casos de coação podem gerar multas, além de processos por crime eleitoral e dano moral coletivo.

Para obter orientações gerais sobre os direitos do eleitor ou consultar os canais de atendimento das instituições, o trabalhador pode acessar as páginas do Tribunal Superior Eleitoral e do Ministério Público do Trabalho.