Campo Limpo Paulista vê se aprofundar crise entre prefeito e parte dos vereadores

Queda de braço se intensificou e abriu caminho para articulação polêmica na Câmara Municipal

Clima entre Câmara Municipal e Prefeitura de Campo Limpo Paulista está quente

Clima entre Câmara Municipal e Prefeitura de Campo Limpo Paulista está quente | Divulgação/PMCLP

A Câmara de Campo Limpo Paulista aprovou recentemente de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) contra o prefeito Adeíldo Nogueira (PL). Essa é a ação mais recente de uma disputa política entre o Executivo e parte da Casa legislativa da cidade do interior de São Paulo, a 62 quilômetros da Capital.

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Em novembro, a Câmara criou uma Comissão Processante (CP) para investigar possíveis irregularidades e infrações político-administrativas cometidas pelo prefeito. Para parcela do poder político local, porém, o Legislativo está sendo usado como ferramenta de pressão contra a administração municipal.

Adeíldo Nogueira assumiu a Prefeitura de Campo Limpo Paulista em 2025 e priorizou uma reforma administrativa. Ele comentou o projeto em entrevista exclusiva à Gazeta, em agosto do ano passado.

Entenda a crise

Nos últimos meses, uma queda de braço entre parte dos vereadores e o Executivo se intensificou e abriu caminho para uma articulação política que pode resultar no afastamento do prefeito.

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Nos bastidores, porém, a criação da CEI é vista por parte da classe política como um instrumento para enfraquecer o Executivo e criar um ambiente favorável a um afastamento.

A denúncia contra o mandatário aponta suposta falta de fiscalização de contratos de prestação de serviço público no Hospital de Clínicas e autorização de pagamentos sem o devido empenho prévio o que, segundo a Câmara, contraria a legislação.

Conflito aprofundado

O conflito entre Executivo e parte do Legislativo, segundo apuração, se aprofundou no ano passado, após o prefeito negar o repasse de cerca de R$ 6 milhões à Câmara Municipal, verba que seria destinada a reformas e outras demandas internas do Legislativo. A decisão acirrou os ânimos e fortaleceu o discurso de enfrentamento político.

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Desde então, segundo pessoas próximas à Casa legislativa, o clima na Câmara passou a ser de confronto constante, com sessões tensas e pouca disposição para diálogo institucional, criando um ambiente de instabilidade que agora se intensifica.