A Câmara Municipal de São Paulo pretende votar nesta quarta-feira (13/5), já em segundo turno, o projeto de lei que trata da revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos municipais. A sessão plenária está marcada para as 15h.
De autoria do prefeito Ricardo Nunes (MDB), a proposta prevê um aumento de 3,51% aos profissionais. O governo sugere o pagamento em duas parcelas: 2%, a partir de 1º de maio de 2026 e 1,48%, a partir de 1º de maio de 2027.
O texto foi aprovado em primeira votação na última semana, com 32 votos favoráveis, 16 contrários e uma abstenção.
Ainda conforme o projeto, a segunda parcela poderá ser antecipada para este ano, caso haja disponibilidade orçamentária e financeira. Também há previsão de aumento de valores do auxílio-refeição e do vale-refeição em 3,51% a partir de 1º de maio de 2026.
Primeira votação do reajuste dos servidores
Na primeira votação, seis deputados do PSOL, sete do PT e três do PSB votaram contrariamente à proposta de Nunes.
Segundo Nabil Bonduki (PT), a matéria representa um “arrocho salarial, perda de valor real no salário”. Ele citou que a inflação está em 4,14%.
“Nós sabemos que o cálculo da inflação, do IPCA, não reflete o aumento do custo de vida dos itens essenciais. A prefeitura está propondo 3,51% em duas parcelas. A primeira parcela de 2% não recompõe a capacidade de compra do servidor”.
Por outro lado, o vereador Sargento Nantes (PP) falou que o reajuste proposto é justo e que a luta dos movimentos trabalhistas por melhores condições é válida. “Porém, foi esta gestão que deu o maior reconhecimento ao servidor público nos últimos 30 anos”.
