Salário dos servidores de SP: Câmara faz votação decisiva sobre reajuste nesta quarta

Texto foi aprovado em primeira votação na última semana, com 32 votos favoráveis, 16 contrários e uma abstenção

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Na primeira votação, seis deputados do PSOL, sete do PT e três do PSB votaram contrariamente à proposta | João Raposo/Rede Câmara

A Câmara Municipal de São Paulo pretende votar nesta quarta-feira (13/5), já em segundo turno, o projeto de lei que trata da revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos municipais. A sessão plenária está marcada para as 15h.

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De autoria do prefeito Ricardo Nunes (MDB), a proposta prevê um aumento de 3,51% aos profissionais. O governo sugere o pagamento em duas parcelas: 2%, a partir de 1º de maio de 2026 e 1,48%, a partir de 1º de maio de 2027.

O texto foi aprovado em primeira votação na última semana, com 32 votos favoráveis, 16 contrários e uma abstenção.

Ainda conforme o projeto,  a segunda parcela poderá ser antecipada para este ano, caso haja disponibilidade orçamentária e financeira. Também há previsão de aumento de valores do auxílio-refeição e do vale-refeição em 3,51% a partir de 1º de maio de 2026.

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Primeira votação do reajuste dos servidores

Na primeira votação, seis deputados do PSOL, sete do PT e três do PSB votaram contrariamente à proposta de Nunes.

Segundo Nabil Bonduki (PT), a matéria representa um “arrocho salarial, perda de valor real no salário”. Ele citou que a inflação está em 4,14%.

“Nós sabemos que o cálculo da inflação, do IPCA, não reflete o aumento do custo de vida dos itens essenciais. A prefeitura está propondo 3,51% em duas parcelas. A primeira parcela de 2% não recompõe a capacidade de compra do servidor”.

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Por outro lado, o vereador Sargento Nantes (PP) falou que o reajuste proposto é justo e que a luta dos movimentos trabalhistas por melhores condições é válida. “Porém, foi esta gestão que deu o maior reconhecimento ao servidor público nos últimos 30 anos”.