A redução de até 19 ministérios e o enxugamento da máquina pública orientam o plano de reforma administrativa desenhado para a composição do Executivo, em um eventual governo do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). As articulações lideradas pelo PL envolvem executivos do mercado financeiro, lideranças do agronegócio e ex-gestores públicos, com previsão de manter entre 20 e 27 pastas na esfera executiva a partir de 2027.
Possíveis nomes
A eventual nova estrutura ministerial pensada pelo grupo político do PL foi pensada para garantir apoio político e eficiência administrativa, com nomes cotados para assumir pastas estratégicas em áreas decisivas do governo, como:
- Planejamento e Orçamento: Adolfo Sachsida, ex-ministro e integrante do núcleo econômico, lidera as preferências para a pasta ao defender um choque de desregulamentação, desburocratização e redução de impostos.
- Infraestrutura e Energia: Adriano Pires consolida favoritismo absoluto para o Ministério de Minas e Energia, despontando também como forte alternativa para presidir a Petrobras.
- Agronegócio em alta: Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), ganha tração decisiva para a Agricultura após formalização do apoio da bancada. O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, é a segunda via.
- Diplomacia comercial: Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC, desponta para as Relações Exteriores atendendo ao pleito do agro por abertura de mercados internacionais.
- Indústria e Produção: Flávio Roscoe, liderança industrial mineira, encabeça as indicações para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
- Superministério Social: Daniella Marques, ex-presidente da Caixa e coordenadora do plano de governo, articula a criação de uma pasta ampliada integrando a área Social, Mulheres e obras comunitárias.
Disputa pelo Ministério da Fazenda
Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil, e Alexandre Bettamio, executivo do Bank of America, estão entre os nomes cotados para assumir o Ministério da Fazenda em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). A lista também inclui o economista Mansueto Almeida, atual economista-chefe do BTG Pactual, e Gustavo Montezano, ex-presidente do BNDES.
O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também foi sondado para o cargo, mas perdeu força nas articulações após ser citado no caso do Banco Master, segundo a Gazeta do Povo.
Flávio Bolsonaro avalia antecipar anúncio de ministros
As definições formais sobre o secretariado ocorrerão após a consolidação das urnas no segundo turno. Até o momento, o médico e gestor hospitalar Cláudio Lottenberg é o único nome anunciado oficialmente para integrar um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), à frente do Ministério da Saúde. O convite foi feito durante a sabatina do senador ao Jornal Nacional, em agosto, e aceito posteriormente por Lottenberg.
A disputa por ministérios em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) já mobiliza partidos do Centrão e nomes do mercado financeiro antes do fim do segundo turno. Apesar de criticar publicamente quem promete cargos em seu nome, o senador avalia antecipar o anúncio de dois ou três ministros para reforçar o perfil técnico da equipe.
As legendas Republicanos, União Brasil e PP estão entre as siglas que reivindicam espaço no futuro Executivo, com pedidos de indicação para ministérios, segundo a Folha de S.Paulo. A campanha precisa conciliar a distribuição dos partidos aliados com a escolha de nomes técnicos do Executivo e na formação de uma base de apoio no Congresso.





