O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou neste domingo (11/10) de uma manifestação na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, em apoio à sua candidatura à reeleição. Batizado de Marcha pela Democracia, o ato reuniu, segundo os organizadores, mais de 1 milhão de apoiadores, movimentos estudantis, artistas e lideranças políticas.
Organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), a mobilização teve concentração nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo (Masp), com caminhada prevista até a Praça Roosevelt. O público ocupou sete quarteirões da avenida.
O evento integra a estratégia da campanha petista para ampliar a mobilização popular na reta final da disputa presidencial. Lula esteve acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de outras lideranças políticas.
Lula pede mobilização para o segundo turno

Durante o ato, Lula pediu que seus apoiadores intensifiquem o diálogo com eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno e com aqueles que ainda não decidiram em quem votar.
O presidente também destacou a importância da participação eleitoral na definição dos rumos do País. A campanha busca ampliar sua presença nas ruas de São Paulo, estado que concentra o maior eleitorado do Brasil.
A manifestação ocorreu em meio à preparação para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
Além de Lula e Alckmin, participaram do evento os governadores petistas Elmano de Freitas, do Ceará, Jerônimo Rodrigues, da Bahia, e Rafael Fonteles, do Piauí.
Fim da escala 6×1 aparece entre os temas do ato
Outro tema abordado por Lula foi a proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador exerce suas atividades durante seis dias e descansa um.
O presidente afirmou confiar no avanço da proposta no Congresso Nacional e cobrou posicionamento dos parlamentares sobre a pauta trabalhista. A discussão ganhou espaço na campanha eleitoral e envolve debates sobre jornada de trabalho, descanso e qualidade de vida.
Lula também mencionou a proposta de ampliar a participação do governo federal na área da segurança pública. A iniciativa prevê mudanças constitucionais para redefinir as atribuições da União, dos estados e dos municípios no setor.
Os temas aproximam a agenda eleitoral de debates sobre condições de trabalho e políticas públicas, que devem continuar presentes durante a campanha para o segundo turno.
Jovens, artistas e lideranças participam da marcha pró-Lula
A presença de jovens foi um dos destaques da mobilização na Paulista. De acordo com o UOL, integrantes de movimentos estudantis e jovens ligados à esquerda tiveram protagonismo no ato.
Entre os nomes presentes estavam a deputada federal Érika Hilton (PSOL), a deputada estadual Luna Zarattini (PT) e a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL). O cantor Jão e o ator Humberto Carrão também participaram da manifestação.
A presença de artistas e representantes de movimentos sociais ampliou o alcance do evento para além das lideranças partidárias. A mobilização também contou com discursos e manifestações em defesa da democracia, da educação pública e da soberania nacional.
Alckmin critica Flávio Bolsonaro
O vice-presidente Geraldo Alckmin também discursou durante o ato. Em sua fala, fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial.
Alckmin mencionou questionamentos relacionados ao Banco Master e ao fundador da instituição, Daniel Vorcaro. As declarações foram feitas no contexto eleitoral e devem ser atribuídas ao vice-presidente, sem que as acusações sejam tratadas como fatos comprovados apenas com base no discurso.
A participação de Alckmin tem relevância particular em São Paulo, estado que governou por quatro mandatos e onde mantém uma trajetória política consolidada.
