Com mais de 1 milhão de pessoas em marcha na avenida Paulista, presidente Lula pede mobilização para o 2º turno das eleições presidenciais de 2026

Presidente esteve acompanhado de Geraldo Alckmin e outras lideranças políticas em ato na capital paulista, que reuniu apoiadores e teve discursos sobre democracia, direitos trabalhistas e participação eleitoral

Ato pró-Lula na avenida Paulista

Manifestação ocorreu em meio à preparação para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro/Ricardo Stuckert/PT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou neste domingo (11/10) de uma manifestação na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, em apoio à sua candidatura à reeleição. Batizado de Marcha pela Democracia, o ato reuniu, segundo os organizadores, mais de 1 milhão de apoiadores, movimentos estudantis, artistas e lideranças políticas.

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Organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), a mobilização teve concentração nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo (Masp), com caminhada prevista até a Praça Roosevelt. O público ocupou sete quarteirões da avenida.

O evento integra a estratégia da campanha petista para ampliar a mobilização popular na reta final da disputa presidencial. Lula esteve acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de outras lideranças políticas.

Lula pede mobilização para o segundo turno

Durante o ato, Lula pediu que seus apoiadores intensifiquem o diálogo com eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno e com aqueles que ainda não decidiram em quem votar.

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O presidente também destacou a importância da participação eleitoral na definição dos rumos do País. A campanha busca ampliar sua presença nas ruas de São Paulo, estado que concentra o maior eleitorado do Brasil.

A manifestação ocorreu em meio à preparação para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.

Além de Lula e Alckmin, participaram do evento os governadores petistas Elmano de Freitas, do Ceará, Jerônimo Rodrigues, da Bahia, e Rafael Fonteles, do Piauí.

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Fim da escala 6×1 aparece entre os temas do ato

Outro tema abordado por Lula foi a proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador exerce suas atividades durante seis dias e descansa um.

O presidente afirmou confiar no avanço da proposta no Congresso Nacional e cobrou posicionamento dos parlamentares sobre a pauta trabalhista. A discussão ganhou espaço na campanha eleitoral e envolve debates sobre jornada de trabalho, descanso e qualidade de vida.

Lula também mencionou a proposta de ampliar a participação do governo federal na área da segurança pública. A iniciativa prevê mudanças constitucionais para redefinir as atribuições da União, dos estados e dos municípios no setor.

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Os temas aproximam a agenda eleitoral de debates sobre condições de trabalho e políticas públicas, que devem continuar presentes durante a campanha para o segundo turno.

Jovens, artistas e lideranças participam da marcha pró-Lula

A presença de jovens foi um dos destaques da mobilização na Paulista. De acordo com o UOL, integrantes de movimentos estudantis e jovens ligados à esquerda tiveram protagonismo no ato.

Entre os nomes presentes estavam a deputada federal Érika Hilton (PSOL), a deputada estadual Luna Zarattini (PT) e a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL). O cantor Jão e o ator Humberto Carrão também participaram da manifestação.

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A presença de artistas e representantes de movimentos sociais ampliou o alcance do evento para além das lideranças partidárias. A mobilização também contou com discursos e manifestações em defesa da democracia, da educação pública e da soberania nacional.

Alckmin critica Flávio Bolsonaro

O vice-presidente Geraldo Alckmin também discursou durante o ato. Em sua fala, fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial.

Alckmin mencionou questionamentos relacionados ao Banco Master e ao fundador da instituição, Daniel Vorcaro. As declarações foram feitas no contexto eleitoral e devem ser atribuídas ao vice-presidente, sem que as acusações sejam tratadas como fatos comprovados apenas com base no discurso.

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A participação de Alckmin tem relevância particular em São Paulo, estado que governou por quatro mandatos e onde mantém uma trajetória política consolidada.