Continuidade ou Ruptura: o que esperar de Durigan na Fazenda após a saída de Haddad

Promoção do número 2 da pasta e nomes da 'casa' no Tesouro e na Executiva, governo aposta manutenção para blindar a economia

Durigan deve manter política de Haddad

Durigan deve manter política de Haddad | Diogo Zacarias/MF e Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com a iminente saída do atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que deve ser oficializada nesta quinta-feira (19), Dario Durigan assume a pasta. Outras trocas já são tidas como certas nos bastidores, como a subida de Daniel Leal para o Tesouro Nacional e a ida de Rogério Ceron para a secretaria-executiva.

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O anúncio da troca do titular no Ministério da Fazenda foi feita pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pela manhã, em evento realizado na cidade de São Paulo (SP). Durigan é considerado o herdeiro técnico de Haddad.

Sucessão Caseira: a estratégia para evitar ruídos

Ao contrário do que muitos previam, a nova cara da Fazenda não deve representar uma ruptura com o modelo atual. Com nomes já conhecidos e bem pavimentados, a escolha dos sucessores foi pautada na manutenção do equilíbrio, em um ano que promete ser agitado pelas eleições gerais de outubro.

Rogério Ceron não é um estranho aos olhos do governo; ele chefia o Tesouro desde o início do atual mandato do presidente Lula (PT). Ceron foi secretário de Finanças da capital paulista na gestão de Haddad (2015-2016) — que concorrerá novamente em 2026 ao Governo de São Paulo — além de secretário-adjunto da Fazenda paulista sob Geraldo Alckmin (2017-2018), hoje vice-presidente do País.

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Daniel Leal traz na bagagem uma vasta experiência na gestão da dívida pública, com mais de 10 anos de atuação no mercado financeiro. No Tesouro Nacional, ocupou os cargos de gerente de operações e projetos e de coordenador de operações da dívida. Antes de chegar à Fazenda, atuou como estrategista de renda fixa na BGC Liquidez.

Margem Zero: o desafio de apagar incêndios em ano de urna

A nova equipe tem a dura missão de não gerar burburinhos e apagar possíveis incêndios, comuns em anos eleitorais. A margem para erros é pequena, ou quase nula, e a opção por evitar trocas abruptas revela a intenção clara de manter as rédeas econômicas do país enquanto o processo eleitoral aquece os motores.