A vereadora de Praia Grande, Eduarda Campopiano (PL), se tornou a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nas eleições de 2026. Aos 23 anos, ela supera nomes tradicionais da política paulista e aparece com mais de 1 milhão de votos à frente de Eduardo Suplicy (PT), que ocupa a segunda colocação atualmente na apuração.
Campopiano registra mais de 1,7 milhão de votos, segundo a apuração das urnas neste domingo (4/10). O desempenho coloca a candidata como o principal destaque individual da disputa por uma das 94 cadeiras da Alesp.
Campopiano salta de vereadora de Praia Grande para a Alesp
A votação representa um salto para Campopiano, que deixa a Câmara Municipal de Praia Grande para assumir uma cadeira na Alesp. A jovem política do PL ganhou projeção durante a campanha e agora chega ao Legislativo estadual com uma das maiores votações individuais da história recente de São Paulo.
Além de Campopiano e Suplicy, Sofia Favero, Carlos Giannazi e Paula da Bancada Feminista (todos do PSOL) aparecem entre os nomes mais votados na disputa.
A eleição define os 94 deputados estaduais que vão compor a Alesp durante a próxima legislatura. A distribuição final das cadeiras, porém, segue as regras do sistema proporcional e considera o desempenho dos partidos e federações.
Declarações polêmicas marcaram campanha
A trajetória de Campopiano também ganhou repercussão por declarações feitas durante a campanha. Em maio, no podcast RedCast, ela agradeceu a Deus pela colonização do Brasil e pela catequização dos indígenas.
Na mesma ocasião, afirmou que, sem a colonização, povos indígenas estariam cometendo canibalismo e realizando rituais como o enterro de crianças vivas. As declarações provocaram críticas de lideranças indígenas, e a artista e ativista Katú Mirim registrou um boletim de ocorrência por crime de racismo.
Campopiano também se apresentou durante a campanha como a “maior inimiga das feministas”, frase exibida em sua propaganda eleitoral.
Aliada de Pavanato
A nova deputada estadual também construiu sua trajetória política próxima ao deputado federal Lucas Pavanato (PL), nome de destaque da direita paulista, tendo sido o deputado federal mais eleito por São Paulo em 2026. A proximidade entre os dois ajudou a consolidar sua imagem dentro do campo conservador.
