EUA classificam CV e PCC como terroristas após pedido de Flávio

Flávio Bolsonaro havia pedido a Trump que adotasse a medida relacionada a CV e PCC

Flávio Bolsonaro tentará ser presidente em outubro / Andressa Anholete / Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro foi aos EUA discutir o tema/Andressa Anholete/Agência Senado

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) que classificará as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O Departamento de Estado disse que a medida entrará em vigor a partir de 5 de junho.

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O documento foi assinado pelo secretário de Estado Marco Rubio e ocorreu após pedidos feitos pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Donald Trump, ao vice-presidente, JD Vance, e ao próprio Rubio, com quem ele esteve reunido nos últimos dois dias, na Casa Branca.

Em comunicado, o governo americano afirmou que as facções serão designadas como “Terroristas Globais Especialmente Designados” (“Specially Designated Global Terrorists”, ou SDGTs) e como “Organizações Terroristas Estrangeiras” (“Foreign Terrorist Organizations”, ou FTOs).

No anúncio, os Estados Unidos afirmaram que CV e PCC estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e disseram que os grupos são responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis.

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Pelas redes sociais, Rubio afirmou que a atuação das facções ultrapassa as fronteiras brasileiras e alcança outros países da região e os Estados Unidos.

O governo Lula era contra que os norte-americanos tomassem a medida.

O que muda

A decisão da gestão Trump coloca PCC e CV na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO), permitindo congelamento de ativos, bloqueio de transações financeiras e proibição de apoio material a esses grupos.

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Além disso, abriria brechas para ações extraterritoriais americanas, como operações de inteligência, prisões ou até intervenções militares, sem aprovação congressional dos EUA, como a que aconteceu na Venezuela, gerando preocupações com violação da soberania brasileira.

Especialistas veem isso como pressão geopolítica, similar a casos na Venezuela e Colômbia, com impactos econômicos como sanções adicionais.