O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, que comandou o estado de 2019 a 2021, rebateu as acusações de que “inaugurou um novo ciclo que uniu extremismo político, descalabro administrativo e roubalheira desenfreada”.
A frase foi citada pelo jornalista Bernardo Mello Franco, de “O Globo”, em uma análise sobre o governo de Claudio Castro, classificando a gestão como ‘antro de corrupção’ no Rio de Janeiro.
Em nota, Witzel se desassociou de governos anteriores e seguintes a sua gestão e negou que possa estar no mesmo cenário.
“O texto lista meu governo junto com o de Pezão e o de Castro, como se fossem capítulos do mesmo livro. Não são. Pezão foi condenado e preso por fatos concretos, ligados a um esquema que já vinha de Sérgio Cabral — seu padrinho político, e padrinho também do atual líder das pesquisas”, afirma.
“Eu fui afastado por um impeachment que tinha por objetivo derrubar o projeto político eleito nas urnas, abrindo caminho para que seus protagonistas assumissem todas as posições estratégicas do estado. Hoje, esses mesmos personagens estão expostos por crimes graves. Não tenho, nem nunca tive, condenação criminal — portanto, sou inocente”, rebate.
Witzel também garantiu que o Rio de Janeiro não está “à deriva por acaso”, e culpou outras gestões pelos problemas vividos pelo estado.
“Quem inaugurou a ‘roubalheira desenfreada’ foi justamente esse grupo político que está aí hoje, e que teve unanimidade de apoio para me derrubar e para conduzir o governo por 6 anos”, diz.
“Em declarações públicas recentes, o ex-presidente da Assembleia Legislativa admitiu que o processo de impeachment não foi sobre corrupção, mas sobre a pressão dos deputados para decidir quem devia ou não permanecer no meu governo”, prossegue.
“Se ainda restar ao jornalista alguma curiosidade jornalística ou independência, deveria conduzir uma “autópsia” no parlamento estadual e nos reais interesses por trás daquele impeachment”, pontua.
