Governo Trump prorroga por um ano emergência nacional contra o Brasil; medida não deve ter efeito prático

Documento divulgado pelos EUA classifica o Brasil como uma ameaça "incomum e extraordinária" à segurança nacional, à política externa e à economia estudinedense

Donald Trump não ficaria parado depois de classificar o PCC e CV como terroristas. Foto: Gage Skidmore/Wikimedia Commons)

Donald Trump aumenta punições ao Brasil (Crédito: Gage Skidmore/Wikimedia Commons)

O governo dos EUA, por meio do presidente Donald Trump, prorrogou por mais um ano nesta terça-feira (28/7) a emergência nacional declarada contra o Brasil, mantendo em vigor a ordem executiva com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.

Continua após a publicidade

O anúncio desta terça, no entanto, não tem efeito prático com relação ao tarifaço, uma vez que a sanção de 50% sobre produtos brasileiros foi derrubada pela Suprema Corte dos EUA.

A prorrogação, com validade até 30 de julho de 2027, foi adotada com base na National Emergencies Act, legislação que permite ao presidente dos Estados Unidos renovar anualmente emergências nacionais previamente declaradas.

Comunicado cita suposta censura do STF

Em parte do comunicado divulgado nesta terça, o governo dos EUA afirmou que determinadas atividades no Brasil cria uma censura por parte do Superior Tribunal Federal.

Continua após a publicidade

“Determinadas atividades, como a censura promovida pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil e a prisão de pessoas por exercerem a liberdade de expressão, bem como a censura de conteúdos na internet, continuam a representar uma ameaça incomum e extraordinária, cuja origem se encontra total ou substancialmente fora dos Estados Unidos, à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos”, diz parte da nota.