Nova regra proíbe soltura de agressores de mulheres para evitar novos crimes

Comissão aprova fim da liberdade provisória para agressores de mulheres como medida de proteção imediata à vida

Câmara deu sinal verde à proposta que veta a soltura imediata de suspeitos de agressão doméstica durante as audiências de custódiagação Câmara dos Deputados 1

Câmara deu sinal verde à proposta que veta a soltura imediata de suspeitos de agressão doméstica durante as audiências de custódiagação Câmara dos Deputados 1 | Dilvugação/ Câmara dos deputados

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara aprovou o projeto que proíbe a liberdade provisória para acusados de violência doméstica.

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O texto, relatado pela deputada Laura Carneiro, altera o Código de Processo Penal para impedir a soltura em audiências de custódia. A medida visa garantir a manutenção da prisão em flagrante e enfrentar o avanço desse tipo de crime no país. 

Fim da liberdade provisória 

A proposta aprovada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher endurece o cerco contra agressores ao tornar obrigatória a conversão da prisão em flagrante em preventiva.

O objetivo é eliminar a brecha da liberdade provisória no Código de Processo Penal, impedindo que o acusado retorne ao convívio da vítima e interrompendo o ciclo que frequentemente culmina em feminicídio. A medida é uma resposta direta à escalada da violência doméstica no país. 

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Questão de sobrevivência 

O foco da medida não é o tempo de condenação, mas a eficácia da custódia imediata. Ao converter o flagrante em prisão preventiva, o projeto visa dar fôlego à vítima para buscar amparo legal longe da coerção do agressor. Para a relatora Laura Carneiro, a regra firme é uma ferramenta preventiva indispensável: 

“Ao negar a liberdade provisória, estamos garantindo que a Lei está sendo desenhada para proporcionar uma camada adicional de proteção para as mulheres, evitando que elas tenham que enfrentar a constante ameaça de novos episódios de violência, enquanto o processo legal está em andamento na Justiça”, afirmou a deputada. 

A proposta segue agora para a CCJ e outras comissões da Câmara antes de enfrentar o Plenário. A discussão parlamentar foca no equilíbrio entre a velocidade para salvar vidas e o respeito ao rito processual penal brasileiro.