O novo prefeito de Ilha Comprida, Rogerio Revitti (PP), disse neste fim de semana que a cidade vive “dias difíceis”, mas afirmou que pretende reconstruir a localidade do litoral sul paulista com “coragem e união”.
O político (que também é ex-vereador do município) assumiu o cargo na sexta-feira (15/5), no dia seguinte da então prefeita Maristela Cardona (Republicanos) ter o mandato cassado pela Câmara Municipal. Ela era alvo de três denúncias.
“Vivemos dias difíceis, mas toda grande reconstrução começa com coragem, união e compromisso verdadeiro. Seguiremos em frente”, afirmou o mandatário, que era vice de Maristela.
Nesta segunda, ele publicou um vídeo pelas redes sociais em que se apresenta ao secretariado dizendo não ser de uma família rica. Ele também orou ao lado dos servidores públicos.
A Gazeta entrou em contato com a gestão municipal questionando quais serão as prioridades do novo prefeito, e atualizará este texto caso receba resposta.
Prefeita cassada
Maristela teve o mandato cassado na quinta-feira (15/5) após votação da Câmara Municipal que terminou com sete votos favoráveis à cassação e dois pela absolvição.
A prefeita era alvo de uma CIP, aberta para apurar supostas irregularidades administrativas apontadas em denúncias e relatórios da Câmara.
Motivos da cassação
Entre os principais pontos que motivaram a cassação estão o pagamento de R$ 139 mil à empresa EPCCO por serviços de tapa-buracos que não teriam sido executados, segundo documentos analisados pelos vereadores e depoimentos prestados durante a investigação.
Outro item investigado foi a cessão de uma motoniveladora da prefeitura para a empresa privada Rio Verde, sem contrato formal ou autorização legal.
O empréstimo do equipamento chegou a ser tratado pela própria prefeita como uma “cortesia”, conforme apontado pela comissão.
A Câmara também analisou gastos considerados irregulares no evento Ilha Verão 2026, que, segundo a denúncia, teriam sido realizados sem previsão orçamentária e sem cobertura legal adequada.
Durante a tramitação do processo, a defesa da prefeita tentou interromper a sessão por meio de ações judiciais, mas os pedidos foram negados tanto em primeira quanto em segunda instância.
