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Prefeito de Ananindeua, Daniel Santos, teria viajado para o Peru com jantinho envolvido em escândalo de corrupção | Reprodução/Instagram
Daniel Santos, prefeito de Ananindeua, na região metropolitana de Belém, no Pará, teria viajado a Lima, no Peru, a bordo de um jatinho Cessna Citation Jet registrado em nome da Agropecuária JD Ltda, da família dele.
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As informações foram obtidas e divulgadas pelo portal Diário Online.
Apesar do clima de urgência política e jurídica que cerca o prefeito, a viagem não tem caráter institucional: Daniel teria ido acompanhar a final da Conmebol Libertadores 2025 entre Flamengo e Palmeiras, no Estádio Monumental U, neste sábado (29/11).
A aeronave, matrícula PS-FGK, fez escalas em Itaituba e Rio Branco antes de seguir para a capital peruana.
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A ida ao Peru ocorre logo após o Ministério Público do Pará apresentar uma denúncia extensa, de quase 400 páginas, detalhando o que descreve como um esquema sistêmico de corrupção, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro supostamente comandado pelo prefeito entre 2019 e 2024.
O documento indica que o grupo teria movimentado centenas de milhões de reais por meio de contratos direcionados a empreiteiras aliadas e utilizados para financiar despesas particulares do chefe do Executivo municipal.
A apresentação da denúncia ocorre em meio a uma reviravolta judicial: no mesmo período, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a suspensão de todos os inquéritos e investigações envolvendo Daniel Santos, por entender que não teriam respeitado o princípio do promotor natural.
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A coincidência de decisões levanta dúvidas sobre a validade processual da acusação recém-protocolada pelo MP.
Segundo a promotoria, empresas venceram uma série de licitações com fortes indícios de direcionamento. Entre 2021 e 2023, apenas duas companhias somaram R$ 115,2 milhões em contratos, especialmente na área de saneamento e infraestrutura.
O MP afirma que parte desses valores serviu para cobrir contas pessoais do prefeito, desde a compra de fazendas em Tomé-Açu até o pagamento de um jato particular avaliado em R$ 10,9 milhões.
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A denúncia inclui interceptações, mensagens e comprovantes que mostram pagamentos ligados à aquisição de propriedades rurais, supostamente divididos entre dinheiro vivo, cheques e transferências feitas por empresas beneficiadas por contratos públicos.
Em alguns casos, repasses feitos pela Prefeitura coincidiam, em datas e valores, com depósitos das empreiteiras direcionados a despesas do prefeito.
O caso do jato executivo - este usado para ir ao jogo no Peru - é apontado pelo MP como o símbolo máximo do esquema.
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De acordo com a investigação, empreiteiras teriam quitado parcelas da aeronave dias depois de receberem pagamentos vultosos da Prefeitura de Ananindeua, configurando, segundo o órgão, corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro.
Para o Ministério Público, Daniel Santos teria estruturado uma organização criminosa envolvendo empresários, o vice-prefeito e integrantes da administração municipal para sustentar uma rede de desvio de recursos que financiava seu patrimônio pessoal e mantinha sua influência política.
A denúncia sustenta que contratos públicos funcionavam como “moeda de troca” em um sistema pensado para ocultar a origem ilícita do dinheiro.
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Até o fechamento desta reportagem, o prefeito Daniel Santos não havia se manifestado sobre o assunto.
*Com informações do portal Diário Online.
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