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Prefeito viaja em jatinho para final da Libertadores enquanto enfrenta mega denúncia

Acusado de comandar esquema de corrupção milionário, Daniel Santos usa jatinho da família para ir ao Peru assistir Flamengo x Palmeiras

Da Reportagem

30/11/2025 às 12:34  atualizado em 30/11/2025 às 12:56

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Prefeito de Ananindeua, Daniel Santos, teria viajado para o Peru com jantinho envolvido em escândalo de corrupção

Prefeito de Ananindeua, Daniel Santos, teria viajado para o Peru com jantinho envolvido em escândalo de corrupção | Reprodução/Instagram

Daniel Santos, prefeito de Ananindeua, na região metropolitana de Belém, no Pará, teria viajado a Lima, no Peru, a bordo de um jatinho Cessna Citation Jet registrado em nome da Agropecuária JD Ltda, da família dele.

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As informações foram obtidas e divulgadas pelo portal Diário Online.

Apesar do clima de urgência política e jurídica que cerca o prefeito, a viagem não tem caráter institucional: Daniel teria ido acompanhar a final da Conmebol Libertadores 2025 entre Flamengo e Palmeiras, no Estádio Monumental U, neste sábado (29/11). 

A aeronave, matrícula PS-FGK, fez escalas em Itaituba e Rio Branco antes de seguir para a capital peruana.

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A ida ao Peru ocorre logo após o Ministério Público do Pará apresentar uma denúncia extensa, de quase 400 páginas, detalhando o que descreve como um esquema sistêmico de corrupção, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro supostamente comandado pelo prefeito entre 2019 e 2024.

O documento indica que o grupo teria movimentado centenas de milhões de reais por meio de contratos direcionados a empreiteiras aliadas e utilizados para financiar despesas particulares do chefe do Executivo municipal.

A apresentação da denúncia ocorre em meio a uma reviravolta judicial: no mesmo período, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a suspensão de todos os inquéritos e investigações envolvendo Daniel Santos, por entender que não teriam respeitado o princípio do promotor natural.

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A coincidência de decisões levanta dúvidas sobre a validade processual da acusação recém-protocolada pelo MP.

Segundo a promotoria, empresas venceram uma série de licitações com fortes indícios de direcionamento. Entre 2021 e 2023, apenas duas companhias somaram R$ 115,2 milhões em contratos, especialmente na área de saneamento e infraestrutura.

O MP afirma que parte desses valores serviu para cobrir contas pessoais do prefeito, desde a compra de fazendas em Tomé-Açu até o pagamento de um jato particular avaliado em R$ 10,9 milhões.

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A denúncia inclui interceptações, mensagens e comprovantes que mostram pagamentos ligados à aquisição de propriedades rurais, supostamente divididos entre dinheiro vivo, cheques e transferências feitas por empresas beneficiadas por contratos públicos.

Em alguns casos, repasses feitos pela Prefeitura coincidiam, em datas e valores, com depósitos das empreiteiras direcionados a despesas do prefeito.

O caso do jato executivo - este usado para ir ao jogo no Peru - é apontado pelo MP como o símbolo máximo do esquema.

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De acordo com a investigação, empreiteiras teriam quitado parcelas da aeronave dias depois de receberem pagamentos vultosos da Prefeitura de Ananindeua, configurando, segundo o órgão, corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro.

Para o Ministério Público, Daniel Santos teria estruturado uma organização criminosa envolvendo empresários, o vice-prefeito e integrantes da administração municipal para sustentar uma rede de desvio de recursos que financiava seu patrimônio pessoal e mantinha sua influência política.

A denúncia sustenta que contratos públicos funcionavam como “moeda de troca” em um sistema pensado para ocultar a origem ilícita do dinheiro.

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Até o fechamento desta reportagem, o prefeito Daniel Santos não havia se manifestado sobre o assunto.

*Com informações do portal Diário Online.

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