‘Quero declarar a guerra ao crime organizado’, diz Wilson Witzel em entrevista exclusiva à Gazeta

Pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, Wilson Witzel promete tratar facções como exército inimigo

Ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, em entrevista à Gazeta de S.Paulo

Pré-candidato Wilson Witzel prega eliminação de integrantes de facções criminosas / Yuri Villaça/Gazeta de S.Paulo

O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, já traça planos incisivos para as Eleições de 2026. Em entrevista exclusiva à Gazeta de S.Paulo, o atual pré-candidato pelo partido Democrata (antigo PMB) antecipou seu foco na segurança pública.

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Com uma postura linha-dura, o político afirmou que seu principal objetivo de campanha é o combate ao crime organizado no estado. O foco central de sua estratégia já está definida: “Quero declarar a guerra ao crime organizado”.

A íntegra da entrevista vai ao ar no Youtube da TV GMG e no site da Gazeta de S.Paulo às 17h desta quinta-feira (23/7). O ex-governador se filiou ao Democrata em abril deste ano para tentar voltar ao Palácio da Guanabara, onde governou o estado entre 2019 e 2021.

Plano de Wilson Witzel para combate ao tráfico

Durante a entrevista, Witzel enfatizou que a retomada de território fluminense exige medidas drásticas, classificando as facções criminosas que atuam no estado como um verdadeiro exército inimigo.

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“Retomada de território é com guerra. Infelizmente essa é a realidade. A gente está batendo nessa tecla há muito tempo e as pessoas não querem entender” disparou o pré-candidato a governador do Rio de Janeiro.

Segundo ele, o atual cenário exige a eliminação dos grupos armados. “A Polícia Militar vai atuar como força armada, vai retomar o território e vai eliminar quem quer que seja que esteja de fuzil, de metralhadora, de lança-rojão ou granada”, detalhou Witzel.

Como tirar a estratégia do papel?

Para executar essa estratégia de confronto direto, o ex-governador defende uma mudança profunda na autonomia estadual ou um alinhamento rigoroso com o Governo Federal.

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Witzel explica que o enfrentamento exige respaldo institucional: “Ou o Presidente da República eleito tem a consciência de que ele tem que declarar guerra, ou os governadores têm que ter autonomia para declarar guerra”.

“Veja, é um exército inimigo. Como exército inimigo, ele tem que ser eliminado e a nossa polícia tem que agir dessa forma”, concluiu de forma enfática o integrante do partido Democrata.