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Missionário José Olímpio já foi deputado federal por dois mandatos | Diógenes dos Santos/Agência Câmara
O missionário José Olímpio assumirá a vaga deixada por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na Câmara dos Deputados.
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Eduardo decidiu se licenciar do cargo temporariamente e permanecer nos Estados Unidos para, em suas palavras, lutar contra Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
O suplente já foi deputado federal por dois mandatos e ficou conhecido por projetos polêmicos, como o que pretendia combater a “nova ordem satânica”.
Paulista de Itu, Olímpio é formado em Direito e é ligado à Igreja Mundial do Poder de Deus, liderada por Valdemiro Santiago.
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Na vida política, foi vereador por seis mandatos no município em que nasceu. Depois, exerceu dois mandatos como deputado federal pelo PP, entre 2011 e 2019.
O religioso passou série de partidos durante a sua trajetória política, como MDB, PP, DEM e União Brasil.
Em 2014, chegou a propor um projeto de lei contra a “nova ordem satânica”. O projeto proibia o implante de identificação em forma de chips e outros dispositivos eletrônicos em pessoas.
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“Infelizmente, de modo sorrateiro, já são conhecidos no Brasil diversas iniciativas de implantação de chips como ‘rastreadores pessoais’ que pretensamente simulam uma ferramenta de segurança na medida em que possibilitariam a rápida localização de pessoas que estivessem em poder de sequestradores”, justificou no projeto.
“Entretanto, o povo brasileiro não se deve iludir com tais artifícios, que escondem uma verdade nua e cruel: há um grupo de pessoas que busca monitorar e rastrear cada passo de cada ser humano, a fim de que uma satânica Nova Ordem Mundial seja implantada”, continuou o texto.
O projeto foi engavetado pela Casa antes de seguir para votação.
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Em 2013, ele também chamou a atenção ao propor a transferência temporária e simbólica da sede do governo federal para Itu. A proposta argumentava que o município sediou a primeira convenção republicana do Brasil em 1889.
Segundo a coluna de Paulo Capelli, do portal Metrópoles, Olimpio foi denunciado pela Operação Lava Jato enquanto estava no PP, sob acusação de receber R$ 306,5 mil de empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras.
O inquérito foi arquivado pelo STF em outubro de 2017.
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O STF marcou para o dia 25 e 26 de março o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete investigados por suposto plano golpista para impedir que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumisse o poder após as eleições de 2022.
A data foi escolhida por Cristiano Zanin, ministro e presidente da Primeira Turma do STF. Se a maioria dos ministros do colegiado aceitar a denúncia, Jair Bolsonaro e os demais acusados viram réus e respondem à ação penal no STF.
Eduardo disse que continuará nos Estados Unidos para buscar punições contra Moraes. Sem provas, falou ainda em “regime de exceção” e “truques sujos” do ministro do STF.
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