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Há mais de 90 vacinas sendo elaboradas contra o coronavírus no mundo
Há mais de 90 vacinas sendo elaboradas contra o coronavírus no mundo
Foto: Alex Pazuello/Fotos Públicas

Cientistas cada vez mais perto da vacina

Um grupo da Universidade de Oxford, na Inglaterra, está desenvolvendo uma vacina que traz resultados promissores

Segundo o BMJ (British Medical Journal), uma publicação que é referência na área médica, há mais de 90 vacinas sendo elaboradas contra o coronavírus no mundo. Seis delas estão em uma fase adiantada de desenvolvimento, e uma delas vem chamando a atenção da medicina. É a desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra.

Ela se destaca pela forma como está sendo criada. Os cientistas de Oxford utilizaram o vírus enfraquecido do resfriado comum, mas que carrega o material genético do novo coronavírus - essa tecnologia já existia antes, e foi adaptada para a Covid-19. Isso reduz muito o tempo de desenvolvimento da vacina, que já está sendo testada em humanos, e vem mostrando bons resultados. Os pesquisadores de Oxford preveem que a vacina esteja disponível já em setembro.

Na primeira fase de testes, 1.100 pessoas participaram como voluntários: 550 receberam a vacina e outras 550 um placebo, que é uma substância neutra utilizada como controle. Dentre as 550 que receberam a vacina, 320 desenvolveram boa resposta imunológica, e os efeitos colaterais foram temporários, como dores de cabeça e no braço, no local da aplicação.

Esse é um dos tipos de vacinas desenvolvidas para a Covid-19, e todas têm a mesma função: preparar o sistema imunológico. "Ela o estimula a produzir uma resposta imunológica específica e criar imunidade. Assim, quando o vírus entrar em contato com o organismo, ele o reconhece como corpo estranho, algo como 'eu te conheço e sei como te matar'", explica a imunologista Mayra Moura, diretora da Sociedade Brasieira de Imunizações (SBIm).

Mas de forma geral, tanto vacinas quanto remédios demoram bastante para ser desenvolvidos. "O processo passa por uma série de fases: a laboratorial, que define a tecnologia que vai ser utilizada; entender qual parte do agente infeccioso será usado, como ele se comporta; depois é a pré-clínica, com testes em animais, e por fim, em humanos, que é dividido em três etapas", explica. Vacinas também custam muito caro: até US$ 1 bilhão (quase R$ 6 bilhões), já que, de muitas substâncias testadas, poucas são aprovadas.

Da China vêm outras vacinas que se mostram promissoras. Uma delas é desenvolvida pela CanSino Biological, em colaboração com o Instituto de Biotecnologia de Pequim, e usa material genético do coronavírus. Também em Pequim, a empresa Sinovac utiliza o vírus inativado da Covid-19 como base. Dos Estados Unidos, as empresas Inovio Pharmaceuticals e a Moderna fazem pesquisas separadamente, mas utilizam a genética para desenvolver o imunizante. Na Alemanha, a empresa BioNTech e a farmacêutica Pfizer estão com quatro vacinas que usam partes diferentes do código genético do coronavírus e que ainda serão testadas em humanos.

De qualquer forma, enquanto não temos cura nem uma vacina eficaz e segura, valem os cuidados de lavar bem as mãos, higienizar alimentos, usar máscaras e manter o isolamento social - para manter o coronavírus longe de você.

Corpo em ação

Cientistas da Universidade de Utrecht, do Erasmus Medical Center e do Harbour BioMed, da Holanda, identificaram um anticorpo humano que neutraliza a infecção pelo novo coronavírus. A descoberta foi anunciada no dia 4 de maio, e os cientistas acreditam que esse anticorpo pode evitar também a contaminação por outras versões do coronavírus que podem surgir no futuro.

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