O estado de São Paulo apresenta sinal de crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas semanas, segundo dados do Boletim InfoGripe referentes à Semana Epidemiológica 16 de 2026.
Apesar da tendência de alta, o estado ainda se mantém em nível considerado seguro de incidência semanal, diferentemente de outras regiões do país que já avançam para estágios de alerta.
No cenário nacional, foram registrados 46.344 casos de SRAG, com 1.960 mortes, sendo 852 associadas a vírus respiratórios.
Crescimento em São Paulo
O avanço recente em São Paulo é puxado principalmente pela influenza A e pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que apresentam aumento consistente nas últimas semanas.
Enquanto a influenza A atinge diferentes faixas etárias, o VSR tem impacto maior em crianças de até dois anos, grupo mais vulnerável a complicações.
Mesmo com o crescimento, o quadro ainda é monitorado como controlado, mas autoridades de saúde já tratam o momento como de atenção.
Cenário nacional e circulação de vírus
Entre os casos com confirmação laboratorial no país, os vírus mais frequentes são o VSR (36,2%), seguido por influenza A (31,6%) e rinovírus (26%).
Já o SARS-CoV-2 aparece com menor participação, com 3%, enquanto a influenza B representa 2,9% dos registros recentes.
Os dados indicam um cenário de estabilidade no Brasil, mas com mudanças no perfil de circulação viral, especialmente com a retomada da influenza.
Gripe e resfriado: entenda a diferença
Com a alta de casos respiratórios, cresce também a confusão entre gripe e resfriado, que embora sejam infecções virais, têm impactos diferentes no organismo.
Em entrevista à Agência SP, o infectologista Marcos Boulos explica que “o resfriado e a gripe são infecções virais. O que diferencia é que o resfriado costuma ser mais restrito, geralmente sem grandes repercussões e com pouca ou nenhuma febre”.
Ele ressalta ainda que “já a gripe é uma doença febril mais intensa, com dor no corpo e recuperação mais lenta”, exigindo mais atenção, especialmente em períodos de maior circulação viral.
Transmissão e cuidados
Ambas as doenças são transmitidas pelo ar, principalmente por gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar.
Em períodos mais frios, o risco aumenta devido à maior permanência em ambientes fechados e com pouca ventilação.
Por isso, medidas como repouso, higiene das mãos e evitar contato próximo durante os sintomas são fundamentais para reduzir a transmissão e acelerar a recuperação.
Vacinação contra a gripe começa no estado
A campanha de vacinação contra a gripe já teve início em São Paulo, com aplicação disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos municípios.
Nesta primeira fase, a imunização é voltada a grupos prioritários, como idosos, crianças pequenas e gestantes, além de profissionais de saúde e pessoas com comorbidades. A meta é ampliar a cobertura vacinal e conter o avanço de quadros mais severos da doença no estado.
A orientação das autoridades de saúde é que o público elegível procure a unidade mais próxima para se vacinar, já que a imunização segue como a principal medida de prevenção diante do aumento de casos respiratórios.
