Conheça o brasileiro da lista Nature’s 10 que revoluciona o combate à dengue

Pesquisador liderou a implementação da tecnologia Wolbachia que reduziu em quase 90% por cento os casos de dengue em Niterói

Revista reconheceu o trabalho e a liderança de Moreira em projetos inovadores de controle de arboviroses em território nacional

Revista reconheceu o trabalho e a liderança de Moreira em projetos inovadores de controle de arboviroses em território nacional | Fiocruz/Reprodução

O nome de Luciano Moreira vem sendo o principal destaque do Brasil dentro da comunidade científica internacional. O entomologista e engenheiro agrônomo foi incluído em dezembro de 2025 na lista “Nature’s 10”, responsável por destacar os cientistas mais influentes do ano.

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A revista reconheceu o trabalho e a liderança de Moreira em projetos inovadores de controle de arboviroses em território nacional.

Pesquisa e formação do projeto

Desde a década de 1990, o brasileiro desenvolve métodos alternativos para combater o Aedes aegypti, vetor da dengue, zika e chikungunya Entre os principais resultados do cientista está a criação de mosquitos infectados pela bactéria Wolbachia, capaz de reduzir drasticamente a transmissão do vírus.

Além do avanço científico, a Nature reconheceu a capacidade de Luciano Moreira em transformar a inovação em política pública.

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O método com mosquitos Wolbachia, antes restritos a testes laboratoriais, começou a ser adotado por diversas cidades brasileiras e foi inserido na estratégia nacional de saúde pública.

No Brasil, ele trabalhou e liderou os testes pela Fiocruz, desenvolvendo ainda mais a técnica às condições locais. Os estágios iniciais envolviam a produção manual em laboratórios. Atualmente, o processo é industrializado.

Ocupação atual e importância da inovação

Atualmente, Luciano Moreia é CEO da Wolbito do Brasil, companhia que opera uma fábrica em Curitiba com capacidade para produzir até 5 bilhões de mosquitos por ano. A unidade foi inaugurada em julho de 2025 e já abastece estados como Santa Catarina.

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De acordo com a Nature, a cidade de Niterói, uma das primeiras a adotar a nova estratégia, registrou uma queda de 89% nos casos de dengue.

Em 2024, o município registrou apenas 46 casos prováveis, contra mais de 20 mil na cidade vizinha, no Rio de Janeiro.

A Wolbachia não infecta humanos e nem se espalha no meio ambiente. Ela está presente em cerca de 60% dos insetos do planeta, impedindo a reprodução ou bloqueando a transmissão dos vírus, dependendo do sexo do mosquito contaminado.

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Mesmo com a inovação, Moreira alerta que a soltura de insetos infectados com a bactéria não substitui outras medidas de controle, como a destruição de criadouros. Ele também reforçou a necessidade e importãncia da vacina contra a dengue, introduzida no SUS em 2023.