Dia mundial contra a hipertensão: como um perigo silencioso pode afetar a saúde?

Hipertensão pode agir em silêncio por meses ou anos antes de causar complicações graves

Entenda por que medir a pressão regularmente é essencial, mesmo quando nada parece errado

Entenda por que medir a pressão regularmente é essencial, mesmo quando nada parece errado | Wikimedia Commons/ Jesse K. Alwin, U.S. Marine Corps

A hipertensão arterial é uma doença crônica que afeta milhões de pessoas no mundo todo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,4 bilhão de pessoas vive com pressão alta.

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Essa condição é caracterizada pelo aumento da força que o sangue faz contra as paredes dos vasos, exigindo um esforço maior do coração para bombear o sangue e podendo ocasionar danos permanentes em diversos órgãos.

Apesar de ser uma doença grave e capaz de causar danos irreversíveis ao organismo humano, a hipertensão pode atacar de forma sorrateira, sem dar nenhum indício de que está em ação até o momento de algum dano sério.

O perigo de esperar sintomas

Muita gente associa pressão alta a dor de cabeça, tontura ou mal-estar. Na prática, porém, a hipertensão costuma avançar sem avisar. Por isso, confiar apenas nos sintomas pode atrasar o diagnóstico.

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Enquanto a pessoa segue a rotina normalmente, os vasos sanguíneos podem sofrer uma pressão acima do ideal por meses ou anos. Esse desgaste silencioso aumenta o risco de infarto, AVC, insuficiência cardíaca e problemas renais.

Esse é o motivo pelo qual a doença ganhou o apelido de “assassina silenciosa”. A OMS estima que cerca de 600 milhões de adultos com hipertensão não sabem que têm a condição, o que reforça a importância da aferição regular.

Quando a pressão dá sinais

Embora muitas pessoas não sintam nada, alguns sintomas podem aparecer quando a pressão atinge níveis muito elevados. Dor no peito, falta de ar, visão embaçada, confusão mental, náusea e dor de cabeça intensa exigem atenção.

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Nesses casos, a recomendação é procurar atendimento médico, especialmente quando os sinais surgem de forma súbita ou vêm acompanhados de pressão muito alta. A avaliação profissional ajuda a evitar complicações mais graves.

Mesmo assim, o ponto central continua sendo a prevenção. Esperar um sinal evidente do corpo pode ser tarde demais, já que a hipertensão pode causar lesões antes de qualquer incômodo aparecer.

Medir é o primeiro cuidado

A forma mais simples de descobrir se a pressão está alta é medir. Essa checagem pode ser feita em consultas, farmácias, campanhas de saúde ou em casa, desde que o aparelho seja confiável e usado corretamente.

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Antes da medição, o ideal é ficar em repouso por alguns minutos, evitar café, cigarro e exercício físico recente, além de manter o braço apoiado na altura do coração. Pequenos erros podem alterar o resultado.

Quem tem histórico familiar, diabetes, obesidade, doença renal, sedentarismo ou consumo elevado de sal precisa ter atenção redobrada. Esses fatores aumentam o risco e tornam o acompanhamento ainda mais importante.

Aferir a pressão com frequência é ainda mais importante para quem tem histórico familiar ou fatores de risco (Foto: Pexels)

Controle começa na rotina

Controlar a pressão arterial não depende de uma única atitude. Alimentação equilibrada, redução do sal, prática de atividade física, controle do peso e abandono do cigarro ajudam a proteger o coração e os vasos.

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Quando o médico indica remédios, o tratamento não deve ser interrompido por conta própria. A pressão pode até parecer normal em alguns dias, mas isso não significa que a doença desapareceu.