O Dia Mundial da Saúde Bucal será celebrado nesta sexta-feira (20/3). A data é promovida como uma forma de conscientizar a população sobre a prevenção de doenças e incentivar hábitos simples que fazem diferença na qualidade de vida, como escovar os dentes, usar fio dental e realizar consultas periódicas.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3,7 bilhões de pessoas no mundo convivem com algum tipo de doença bucal. Entre as mais frequentes está a cárie não tratada.
O levantamento ainda pontua que mais de 500 milhões de crianças desenvolvem cáries ainda nos dentes de leite. A informação é apontada como um fato que evidencia a necessidade de fortalecer a prevenção desde os primeiros anos de vida.
O que dizem os especialistas?
Para a cirurgiã-dentista e especialista em halitose (mau hálito) Bruna Conde, a saúde bucal não está relacionada exclusivamente com a estética do sorriso, mas sim com o funcionamento do corpo.
“A boca é uma porta de entrada para o organismo. Quando não há uma higiene adequada, bactérias podem se proliferar e causar inflamações e infecções que não ficam restritas à cavidade oral, podendo impactar outros sistemas do corpo”, explica.
Danos causados à saúde
A má higiene da boca pode acarretar em outros problemas além das cáries, como gengivite, periodontite, perda dentária e halitose. No entanto, os danos podem se espalhar para outras partes do corpo.
Infecções e inflamações bucais estão relacionadas a um maior risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), já que bactérias presentes na boca podem entrar na corrente sanguínea e contribuir para o processo inflamatório no organismo.
Além disso, a doença periodontal também tem sido associada ao agravamento do diabetes, à maior probabilidade de infecções respiratórias e até a complicações na gravidez, como parto prematuro e baixo peso do bebê. Nas crianças, a falta de cuidados com a higiene bucal pode afetar diretamente o desenvolvimento. Dores provocadas por cáries, por exemplo, podem prejudicar a alimentação, o sono e até o rendimento escolar.
“Muitas pessoas ainda acreditam que os dentes de leite não precisam de tantos cuidados porque serão substituídos, mas eles são essenciais para a mastigação, para o desenvolvimento da fala e para orientar o nascimento correto dos dentes permanentes”, ressalta Bruna.
Os problemas causados pela negligência com a saúde bucal também podem gerar problemas de autoestima e afetar a vida social.
Como salvar a saúde bucal?
Para evitar possíveis crises causadas pelo pouco cuidado com a boca, especialistas reforçam que a prevenção é o caminho mais eficaz. A recomendação é escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia, usar fio dental diariamente, manter uma alimentação equilibrada, reduzir o consumo de açúcar e realizar consultas regulares com o dentista.
“A saúde bucal precisa fazer parte da rotina de cuidados com o corpo. Pequenas atitudes diárias são capazes de prevenir problemas sérios e garantir mais saúde e qualidade de vida em todas as fases da vida”, conclui a dentista.
