Diferença de até R$ 900 no preço do Ozempic entre países chama atenção para custo no Brasil

Comparação internacional aponta diferenças nos valores praticados e reforça impacto do custo para consumidores brasileiros

Queda de patente no Brasil pode gerar queda nos preços das canetas

Queda de patente no Brasil pode gerar queda nos preços das canetas | Reprodução/Freepik

Os preços das canetas emagrecedoras como o Ozempic variam entre países e refletem diferenças nos sistemas de saúde e no acesso ao medicamento.

Continua após a publicidade

Em 2026, o cenário global mostra valores mais altos em mercados como Estados Unidos e Reino Unido, enquanto países europeus apresentam custos mais baixos, especialmente fora do uso privado.

No Brasil, o medicamento também tem preço elevado, mas a expectativa é de queda com a chegada de genéricos após o fim da patente. Hoje, o custo mensal no País pode ultrapassar R$ 1.100, dependendo da dose e do local de compra.

Diferença de preços entre países

Nas farmácias brasileiras, a caneta de 1 mg custa entre R$ 990,00 e R$ 1.180,00.

Continua após a publicidade

Nos Estados Unidos, o valor médio para quem paga sem seguro gira em torno de US$ 349, o equivalente a cerca de R$ 1.950 na cotação atual.

Já no Reino Unido, o preço no sistema privado fica próximo de £ 145, cerca de R$ 1.040 por mês.

Na Europa, os valores tendem a ser mais baixos no mercado privado, variando entre € 110 e € 140, o que corresponde a aproximadamente R$ 670 a R$ 850.

Continua após a publicidade

A diferença está ligada a fatores como subsídios públicos, cobertura de planos de saúde e políticas de acesso ao medicamento.

Queda de patente pode mudar cenário no Brasil

No país, o fim da patente da semaglutida, oficializado em março de 2026, deve abrir espaço para novos concorrentes.

A expectativa é de aumento da oferta com a entrada de versões similares no mercado ao longo dos próximos meses.

Continua após a publicidade

Dados da Anvisa indicam que ao menos 14 pedidos de registro já foram protocolados por diferentes laboratórios.

Empresas como EMS, Hypera Pharma, Cimed e Biomm estão entre as que se preparam para disputar esse segmento.

A projeção é de redução gradual dos preços, que pode chegar a cerca de 35% com a ampliação da concorrência.

Continua após a publicidade

Tratamento prolongado eleva custo total

Mesmo com possíveis reduções, o uso contínuo ainda representa um impacto significativo no orçamento. Em média, cada caneta dura cerca de um mês, o que exige reposição frequente.

Segundo Guilherme Gatti, endocrinologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o tratamento não tem prazo definido para término. Considerando um período médio de seis meses, o custo pode ultrapassar R$ 7 mil.