Fisiculturismo em 2026: entenda os riscos do esporte

Anabolizantes, dietas super restritivas e outros aspectos assusta médicos

Não há problema em praticar, mas alguns aspectos do fisiculturismo profissional são perigosos

Não há problema em praticar, mas alguns aspectos do fisiculturismo profissional são perigosos | Dragen Zigic

Fisiculturismo é o esporte de esculpir e definir o corpo humano ao extremo, perdendo gordura e criando bastante massa muscular. Mas algumas práticas desse esporte são contra indicadas por médicos, e podem levar a problemas graves de saúde.

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Treinos excessivos, dietas super restritivas e até anabolizantes são utilizados para levar a massa muscular ao máximo, e não são raros os casos de atletas morrerem cedo, na casa dos 30 anos, por problemas de saúde decorrentes do fisiculturismo.

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Um estudo publicado na revista European Heart Journal mostrou que fisiculturistas possuem cinco vezes mais risco de sofrer parada cardíaca ou outras mortes súbitas. Entenda o que causa esses problemas

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Estresse

Os pesquisadores acompanharam mais de 20 mil atletas que competiram na Federação Internacional de Fisiculturismo & Fitness (IFBB) no estudo.

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A conclusão obtida foi que os treinos intensos, dietas rígidas e as técnicas de desidratação utilizada por fisiculturistas sobrecarrega o sistema cardiovascular, que fica mais propenso a arritmias e outras alterações cardíacas. Isso sem mencionar os anabolizantes.

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“As suplementações e o uso de anabolizantes vêm muito do mundo ‘underground’, do conhecido leigo e, muitas vezes, expõem ainda mais a saúde desses atletas”, afirmou Clayton Macedo, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, para a CNN.

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Dietas restritivas

A dieta restritiva utilizada pelos atletas também pode comprometer a saúde. A nutrição geralmente acontece em duas etapas: primeiro vem o bulking, em que o atleta se alimenta em excesso para desenvolver massa muscular.

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Depois vem o cutting, em que o atleta define o corpo ingerindo bem menos calorias e até se privando totalmente de alguns macronutrientes. Macedo explica os riscos:

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“É necessário um suporte adequado de nutricionistas, médicos especializados e bem intencionados, porque, se não, o atleta entra em exaustão metabólica e sofrimento fisiológico grande.”

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O que fazer?

É claro, o fisiculturismo não é, e nem deve ser proibido. Competições e outros eventos de fisiculturismo movimentam milhões de dólares e muitos atletas encontram no fisiculturismo uma razão de viver.

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Mas é preciso que o corpo seja esculpido com auxílio de profissionais de saúde que possam minimizar os riscos da prática. O uso de anabolizantes para fins esportivos ou estéticos é proibido pela Resolução nº 2.333/2023 do Conselho Federal de Medicina.

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Orgulho nacional

Ramon Dino e Eduarda Bezerra brilharam no Mr. Olympia Brasil 2025, que contou com 1,1 mil fisiculturistas.