O avanço dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) acende um alerta em São Paulo e no restante do País, especialmente pela circulação de vírus como a influenza, um dos principais responsáveis pelas internações.
Dados mais recentes do Boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostram que o Brasil já registra 31.768 casos de SRAG em 2026, sendo cerca de 13 mil com confirmação laboratorial para vírus respiratórios. Entre eles, a influenza
A aparece como uma das principais causas, além de também figurar entre os vírus associados a óbitos. O cenário reforça a importância da vacinação contra a gripe, que já está em andamento no país.
Por que a vacina precisa ser atualizada todos os anos
A principal estratégia para evitar casos graves continua sendo a vacinação anual. Isso ocorre porque os vírus da influenza sofrem mutações frequentes, o que exige atualização constante da composição do imunizante.
A definição das cepas utilizadas na vacina é feita com base em monitoramento global, que identifica quais variantes estão em circulação.
Por isso, mesmo quem já se vacinou em anos anteriores precisa tomar a dose atualizada para garantir proteção adequada.
Influenza e risco de agravamento
Embora muitas vezes seja tratada como uma doença leve, a gripe pode evoluir para quadros graves, especialmente entre grupos mais vulneráveis.
Entre os óbitos por SRAG com confirmação laboratorial, a influenza. A aparece entre as principais causas, dividindo espaço com a covid-19. O agravamento pode levar a complicações como pneumonia e até à necessidade de internação em UTI.
Segundo especialistas do Ministério da Saúde, a doença exige atenção justamente por seu potencial de evolução rápida, principalmente em idosos, crianças pequenas e pessoas com comorbidades.
Como a vacina age no organismo
Após a aplicação, o corpo leva de duas a três semanas para produzir anticorpos protetores.
O pico de resposta imunológica ocorre entre quatro e seis semanas, e a proteção costuma durar entre seis meses e um ano — o que explica a necessidade de reforço anual.
A vacina utilizada no Brasil é produzida pelo Instituto Butantan e contém vírus inativado, ou seja, não causa a doença.
Grupos prioritários e cobertura
A campanha atual inclui idosos, crianças pequenas, gestantes, pessoas com comorbidades, profissionais da saúde, entre outros grupos mais expostos ou vulneráveis.
A orientação do Ministério da Saúde é que a vacinação ocorra de forma ampla dentro desses públicos, especialmente diante da queda na cobertura vacinal observada nos últimos anos.
A imunização também pode ser feita junto com outras vacinas, como a da covid-19, facilitando a atualização da caderneta.
Sintomas e atenção aos sinais
A influenza costuma se manifestar com febre, dores no corpo e mal-estar, mas pode evoluir para sintomas mais graves.
Casos com dificuldade para respirar, queda de saturação ou agravamento rápido devem ser avaliados com urgência, já que podem indicar evolução para SRAG.
