Mortes por dengue caem 95% no Brasil nas primeiras sete semanas de 2026

Região Sudeste concentra a maior parte dos diagnósticos prováveis no País; Centro-Oeste vem na sequência

De acordo com especialistas, a volta deve ser gradual, com a certeza de plena recuperação, quando os sintomas já não são mais sentidos

Brasil tem 18 mortes confirmados pelo vírus neste ano, contra 424 no mesmo período do ano passado | Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

O Ministério da Saúde registrou uma queda de 95,75% no número de mortes por dengue no Brasil nas primeiras sete semanas de 2026 em relação ao mesmo período em 2025. Os dados apontam 18 óbitos causados pelo vírus neste ano, uma diferença absoluta de 406 quando comparado com o ciclo anterior (424 mortes nas primeiras sete semanas de 2025).

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Até a última atualização, o órgão contabilizou 38.495 casos confirmados da doença. Em 2025, o número era de 314.265 diagnósticos.

O Ministério ainda avalia 115 possíveis mortes causadas pela dengue, além de 95.809 casos prováveis, com a maior parte se concentrando na faixa etária de 20 a 29 anos. A taxa de letalidade em casos graves é de 1,34.

A região Sudeste registrou o maior índice de casos prováveis (41.508), além de 65 óbitos em investigação e seis causados pelo vírus confirmados. O Centro-Oeste aparece logo atrás, com 25.922 casos prováveis, 29 mortes em investigação e quatro óbitos confirmados.

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A etnia parda contabilizou 67,6% de todos os possíveis diagnósticos em território nacional. A branca surge na segunda posição, com 21,5%.

Goiás lidera caso por 100 mil habitantes

O maior coeficiente de casos prováveis por 100 mil habitantes foi registrado no estado de Goiás, com 20.945 em investigação (coeficiente de 282,1). Já o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul ocupam a segunda e a terceira posição, com 2.773 e 1.146 casos prováveis, respectivamente (coeficientes de 71,3 e 39,2).

O levantamento aponta que 33,12% dos casos usaram como critério avaliações realizadas em laboratório, enquanto 66,88% foram avaliados por meios clínicos – epidemiológicos.

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As atualizações sobre possíveis novos casos e óbitos podem ser acompanhadas pelo painel de monitoramento das arboviroses, disponível no site gov.br.