O caso de Mpox identificado nos últimos dias em Porto Alegre acendeu alertas para a população sobre a propagação do vírus em território nacional.
Segundo dados do painel de monitoramento da Mpox do Ministério da Saúde, foram mais de 14 mil casos registrados da doença no País desde 2022.
Para entender melhor sobre a letalidade, perigos e dissipação do vírus, a Gazeta conversou com Igor Marinho, infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
Pandemia?
Com as informações sobre novos casos circulando cada vez mais rápido, um medo geral acaba se formando.
O especialista explica que a doença pode se espalhar pelo País — como já aconteceu em anos anteriores — mas que, hoje, as autoridades da área da saúde possuem maior capacidade de resposta a ela.
“É importante reforçar que hoje as nossas autoridades de saúde têm mais conhecimento, têm mais capacidade de resposta e também de vigilância epidemiológica com relação a assuntos anteriores que acabaram acontecendo nos últimos três a quatro anos”, afirma.
Segundo Igor, “casos isolados não significam necessariamente que existe uma grande epidemia”.
Letalidade e grupos de risco
Em relação à gravidade da doença, o infectologista tranquiliza sobre o índice de mortes observado fora do continente africano.
“Em geral a gente não observa uma letalidade alta, especialmente quando há o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado desses pacientes”, explica.
No entanto, quadros mais graves podem ocorrer em pessoas com algum grau de imunossupressão, como pacientes oncológicos, transplantados ou que vivem com HIV.
O que é a Mpox?
De acordo com o infectologista, a Mpox é uma doença viral causada por um vírus da mesma família da varíola.
“O principal sintoma são lesões na pele. Lesões avermelhadas que podem ser ulceradas e que costumam surgir dias depois dos sintomas iniciais”, detalha.
O nome foi alterado de monkeypox para Mpox para evitar o estigma de associar a doença aos macacos, já que a transmissão principal é inter-humanos.
