Mudança simples e surpreendente na dieta pode prevenir câncer mais letal do mundo

Pesquisadores investigam como mudanças na alimentação alteram o ambiente metabólico do fígado

Estudo científico indica que reduzir proteína na dieta pode desacelerar crescimento de tumores hepáticos

Estudo científico indica que reduzir proteína na dieta pode desacelerar crescimento de tumores hepáticos | Freepik

Uma mudança aparentemente simples no prato pode ter impacto no desenvolvimento de um dos tumores mais letais do mundo. Pesquisadores descobriram que reduzir a ingestão de proteína pode influenciar o crescimento do câncer de fígado.

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O achado aparece em um estudo científico publicado na revista Science Advances, liderado por pesquisadores da Universidade Rutgers. Nos experimentos, dietas com menos proteína retardaram o avanço de tumores hepáticos.

A descoberta ainda está em fase inicial, mas abre um novo caminho de investigação. Cientistas agora tentam entender como o metabolismo do fígado reage às mudanças na alimentação e de que forma isso pode alterar o ambiente onde o câncer se desenvolve.

O papel da alimentação

O câncer de fígado está entre os tumores mais agressivos registrados em estatísticas médicas globais. Em muitos casos, o diagnóstico acontece em estágios avançados, o que dificulta o tratamento.

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Por isso, pesquisadores investigam diferentes fatores que podem influenciar a evolução da doença. Entre eles, alimentação e metabolismo passaram a ganhar destaque em estudos recentes.

Nesse cenário, cientistas buscam entender como certos nutrientes podem modificar o ambiente químico do fígado. Pequenas mudanças na dieta, segundo pesquisas iniciais, podem interferir nesse processo.

Novidades sobre a proteína

O estudo analisou como a ingestão de proteína interfere no metabolismo hepático. Quando esse nutriente é digerido, o organismo produz amônia, uma substância que normalmente é transformada em ureia pelo fígado.

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No entanto, quando o órgão não funciona adequadamente, esse processo pode falhar. A amônia então pode se acumular no organismo e acabar sendo utilizada por células cancerígenas como fonte de energia.

Ao reduzir a quantidade de proteína na alimentação, os pesquisadores observaram menor produção dessa substância. Nos experimentos, os animais que receberam dietas com menos proteína tiveram crescimento tumoral mais lento e sobreviveram por mais tempo.

Mecanismo por trás da descoberta

Os cientistas também identificaram um processo metabólico que ajuda a explicar o resultado observado. O fígado possui sistemas específicos para eliminar resíduos químicos produzidos durante a digestão.

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Quando esses mecanismos não funcionam plenamente, compostos nitrogenados podem se acumular no organismo. Esse acúmulo altera o ambiente metabólico das células do fígado.

Nesse contexto, o cenário pode favorecer o crescimento de tumores, especialmente em pessoas que já apresentam doenças hepáticas. Segundo os pesquisadores, entender esse mecanismo ajuda a explicar por que ajustes na alimentação podem ter impacto na evolução da doença.

O que a descoberta significa para pacientes

Apesar dos resultados promissores, especialistas alertam que ainda é cedo para mudar a dieta com base apenas nesse estudo. Grande parte das evidências atuais vem de experimentos laboratoriais e modelos animais.

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Por isso, médicos reforçam que qualquer alteração alimentar deve ser feita com orientação profissional. Em muitos tratamentos contra o câncer, por exemplo, a ingestão adequada de proteína é essencial.

Esse nutriente ajuda a preservar a massa muscular e manter a força do paciente durante terapias intensas. Assim, a descoberta abre novas possibilidades de pesquisa, mas ainda exige confirmação em estudos clínicos com seres humanos.