A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o suposto surto de hantavírus em um navio de cruzeiro holandês apresenta um risco “baixo” de propagação. Segundo informações divulgadas pela mídia local, três pessoas teriam morrido por causa da doença e outras três estariam infectadas.
Os passageiros não foram autorizados a desembarcar em Cabo Verde. A operadora de turismo Oceanwide Expeditions confirmou que enfrenta uma “situação médica grave” a bordo do MV Hondius (nome do navio holandês).
A OMS explicou que, até o momento, um caso de infecção por hantavírus foi confirmado em laboratório, enquanto os outros cinco estão sendo mantidos como “suspeitos”. Uma pessoa segue em terapia intensiva em uma unidade de saúde na África do Sul.
“Investigações detalhadas estão em andamento, incluindo testes laboratoriais adicionais e investigações epidemiológicas. Assistência médica e apoio estão sendo fornecidos aos passageiros e à tripulação. O sequenciamento do vírus também está em andamento”, destacou a OMS em nota.
Os suspostos casos aconteceram meses depois do susto do vírus Nipah na Índia. A OMS também acompanhou com cautela a propagação da doença.
O diretor regional do órgão de saúde na Europa, Hans Kluge “não há motivo para pânico ou para impor restrições de viagens”.
Kluge ainda disse que as infecções por hantavírus são raras e “não são facilmente transmitidas entre pessoas”.
Transmissão do hantavírus
A forma mais fácil da doença se propagar é por meio de roedores selvagens infectados, como ratos e camundongos. Estes animais eliminam o vírus pela saliva, urina, fezes e mordida.
As pessoas geralmente são infectadas com a disseminação do vírus presente em excrementos no ar. Casos do tipo acontecem quando pessoas varrem ou limpam superfícies onde ratos e camundongos fizeram ninhos.
Sintomas
Os sintomas podem variar de acordo com a área afetada pelo vírus. Entre os órgãos mais afetados estão os pulmões e os rins. O primeiro caso chama atenção pela alta taxa de mortalidade de 40%.
A síndrome respiratória causada pelo hantavírus é comumente encontrada nas Américas do Norte e do Sul.
Os efeitos começam de forma semelhante ao de uma gripe, com fadiga e febre. Em seguida, surgem tosse, falta de ar e acúmulo de fluido nos pulmões. O diagnóstico nas primeiras 72 horas é considerado difícil pelo Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos.
Tratamento e controle
Embora algumas pessoas supostamente acometidas pelo vírus estejam em terapia intensiva, não há um tratamento específico para o hantavírus. Por causa disso, a melhor forma de combater a doença é com repouso, hidratação e suporte de higiene.
Pacientes podem precisar de suporte respiratório em casos mais graves, incluindo o uso de ventiladores.
Especialistas afirmam que a exposição pode ser minimizada com a eliminação de roedores em áreas ocupadas por humanos. Autoridades de saúde aconselham que pessoas evitem usar aspirador de pó ou varrer excrementos secos, o que pode disseminar partículas dos vírus no ar.
A OMS trabalha de forma conjunta com países afetados no atendimento médico, evacuação e investigação.
