Os cuidados necessários para evitar casos de virose no verão

Alta circulação de turistas aumenta o risco de doenças transmitidas por água e alimentos durante as férias

Autoridades reforçam orientações para prevenir viroses no litoral durante a alta temporada

Autoridades reforçam orientações para prevenir viroses no litoral durante a alta temporada | Freepik

Com a chegada do verão e o aumento expressivo de turistas nas praias paulistas, o Governo de São Paulo intensificou as orientações aos municípios do litoral para prevenir casos de virose e outras doenças gastrointestinais, tema recorrente em alertas de saúde pública.

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As recomendações envolvem cuidados com higiene, alimentação e atenção redobrada à qualidade da água do mar, especialmente em praias classificadas como impróprias para banho.

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Litoral em alerta durante a alta temporada

Durante os meses de férias escolares e festas de fim de ano, o litoral paulista recebe milhares de visitantes, o que eleva a pressão sobre os sistemas de saneamento e os serviços de saúde. Esse cenário favorece a disseminação de doenças transmitidas por água e alimentos.

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Por isso, o Governo de São Paulo orienta os municípios a reforçarem medidas preventivas e o monitoramento de possíveis surtos. O acompanhamento é feito de forma integrada pela Secretaria de Estado da Saúde e pela Cetesb.

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A Sabesp também participa do processo e informou que não há alterações na qualidade da água distribuída na Baixada Santista. Ainda assim, qualquer mudança percebida pela população deve ser comunicada imediatamente pelos canais oficiais.

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Monitoramento de casos e investigação epidemiológica

Municípios que registrarem aumento de casos de diarreia aguda estão sendo orientados a iniciar investigação epidemiológica o quanto antes. A recomendação é que a coleta de fezes seja feita preferencialmente até cinco dias após o início dos sintomas.

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Essa etapa é considerada essencial para identificar o agente causador e conter rapidamente a propagação da doença. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de evitar surtos maiores durante a temporada.

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A Secretaria da Saúde reforça que, além da investigação, a prevenção continua sendo a principal estratégia, especialmente em períodos de altas temperaturas.

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Atenção redobrada à qualidade das praias

Outro ponto de alerta envolve a balneabilidade das praias. Antes de entrar no mar, a população deve consultar a classificação da água, disponível no site e no aplicativo da Cetesb.

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As praias impróprias são sinalizadas com bandeiras vermelhas, e a recomendação é evitar totalmente o banho nesses locais. Também não é indicado entrar no mar até 24 horas após chuvas intensas, período em que a contaminação costuma ser maior.

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De acordo com o boletim mais recente, das 175 praias monitoradas no litoral paulista, 38 estavam classificadas como impróprias para banho, o que reforça a necessidade de atenção dos banhistas e turistas que acompanham notícias sobre o litoral paulista.

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Cuidados com alimentação e higiene evitam doenças

Grande parte das viroses registradas no verão está relacionada ao consumo de alimentos contaminados ou mal armazenados. A orientação é evitar alimentos crus ou mal cozidos e observar atentamente as condições de higiene de bares, quiosques e restaurantes.

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Sempre que possível, a recomendação é levar lanches próprios para passeios ao ar livre e manter os alimentos bem refrigerados. Também é importante evitar o consumo de gelo, sucos e água de procedência desconhecida.

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Lavar bem as mãos antes das refeições e ter cuidado redobrado com comidas de self-service são hábitos simples que reduzem significativamente o risco de contaminação.

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Sintomas, tratamento e quando buscar ajuda

Os sintomas mais comuns das doenças transmitidas por água e alimentos incluem diarreia, dor abdominal, náusea, vômito, febre e mal-estar geral. Na maioria dos casos, o principal tratamento é a hidratação constante.

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Em situações mais graves, pode ser necessária a hidratação intravenosa, embora a hospitalização seja considerada rara. Crianças e idosos merecem atenção especial, pois desidratam com mais facilidade.

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Evacuações frequentes, dificuldade para se hidratar, vômitos persistentes, boca seca e diminuição da urina são sinais de alerta para procurar um serviço de saúde. A Secretaria da Saúde reforça que nenhum medicamento deve ser usado sem orientação médica.