7 peixes que parecem saudáveis, mas escondem perigos que podem ser fatais

Espécies grandes e predadoras acumulam mercúrio e podem trazer riscos se consumidas com frequência

Pescada de grande porte acumula metais pesados

Pescada de grande porte acumula metais pesados | Imagem: Pixnio

Peixes são associados a uma alimentação saudável por serem leves e ricos em nutrientes importantes para o cérebro e o coração. No entanto, nem todas as espécies oferecem os mesmos benefícios, e algumas podem representar riscos quando consumidas com frequência.

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Isso acontece porque certos peixes acumulam substâncias tóxicas ao longo da vida, como metais pesados, especialmente o mercúrio. O problema se agrava quando não há variação na dieta, o que pode causar danos silenciosos ao organismo.

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Espécies como cação, peixe-espada, atum de grande porte, pescada grande, badejo, garoupa e dourado-do-mar exigem mais atenção. Em comum, elas têm o fato de viverem muitos anos e ocuparem o topo da cadeia alimentar.

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Predadores no topo da cadeia

O cação é facilmente encontrado em peixarias e restaurantes, mas concentra níveis elevados de mercúrio. Por ser um predador, acumula metais pesados durante toda a vida, o que pode afetar o sistema nervoso quando o consumo é frequente.

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Outro ponto de alerta é que o cação vendido muitas vezes corresponde à carne de tubarão, o que dificulta a identificação da origem e o controle da qualidade do produto oferecido ao consumidor.

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O peixe-espada, também chamado de espadarte, é conhecido pela carne firme e sabor marcante. Apesar disso, está entre as espécies com maior concentração de mercúrio, devido ao porte grande e à longa expectativa de vida.

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O consumo regular do peixe-espada pode trazer riscos ao cérebro e ao sistema cardiovascular. Gestantes devem evitar completamente essa espécie, já que o mercúrio pode prejudicar o desenvolvimento fetal.

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Peixes longevos acumulam mais toxinas

Badejo e garoupa são bastante valorizados na culinária, mas também entram na lista de atenção. Ambos são predadores e vivem por muitos anos, favorecendo o acúmulo de contaminantes presentes no ambiente marinho.

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No caso da garoupa, além da questão de saúde, há preocupação ambiental. A espécie sofre com a pesca predatória, o que reforça a necessidade de consumo consciente e moderado.

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O dourado-do-mar segue a mesma lógica. Dependendo da região onde vive, pode acumular quantidades significativas de mercúrio, especialmente em áreas mais poluídas.

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Atum e pescada também pedem moderação

O atum é amplamente consumido, seja fresco, enlatado ou cru. As espécies maiores, como o atum-rabilho, apresentam níveis mais altos de mercúrio, o que torna o consumo frequente um fator de risco.

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Embora seja rico em proteínas e ômega 3, o atum deve fazer parte de uma dieta variada, alternado com peixes menores e de ciclo de vida mais curto.

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A pescada costuma ser vista como uma opção leve, mas as versões de grande porte também acumulam mais metais pesados. Quando consumida ocasionalmente, não costuma oferecer riscos.

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Já o consumo frequente de pescadas grandes pode ser prejudicial. Espécies menores da mesma família tendem a ser escolhas mais seguras para o dia a dia.

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Para reduzir os riscos e manter os benefícios do consumo de peixe, a principal recomendação é variar as espécies ao longo da semana e priorizar peixes menores, que tendem a acumular menos metais pesados, além de observar a procedência do alimento, como já foi abordado em reportagem da Gazeta sobre peixes que não devem ser consumidos com frequência por causa do mercúrio, e também considerar alternativas mais seguras e nutritivas destacadas em matéria que explica quais são os peixes mais saudáveis para o consumo regular.