Presidente da CBF irá propor perda de pontos como punição ao racismo

Ednaldo Rodrigues, irá propor a partir de 2023 a aplicação de punições esportivas contra os times cujos torcedores demonstrarem comportamentos racistas

A ideia de tratar da comunicação antirracista no governo federal foi uma demanda da Articulação pela Mídia Negra

Ednaldo levará a ideia ao Conselho Técnico do Campeonato Brasileiro instância formada pelos clubes participantes da competição do ano que vem | Visuals/Unsplash

O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, irá propor a partir de 2023 a aplicação de punições esportivas contra os times cujos torcedores demonstrarem comportamentos racistas. Ednaldo levará a ideia ao Conselho Técnico do Campeonato Brasileiro – instância formada pelos clubes participantes da competição – do ano que vem, segundo o ge.

Ainda segundo informado pelo ge, Ednaldo Rodrigues irá falar sobre essa intenção nesta quarta-feira, durante o primeiro Seminário de Combate ao Racismo e à Violência no Futebol, organizado pela CBF. Estão confirmadas na abertura do evento o cantor Gilberto Gil, como convidado de honra, o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

– O evento é um marco para o início de uma série de iniciativas que vão discutir de uma forma mais profunda o combate ao racismo e à violência no futebol. É um gesto histórico para dar um basta contra o racismo e a ignorância no futebol. Além do evento, vamos fazer uma série de ações nos estádios nesta semana para conscientizar o torcedor. Chega de discriminação – disse Ednaldo Rodrigues.

Durante o seminário, vai ocorrer a apresentação da edição de 2021 do Relatório da Discriminação Racial do Futebol , produzido anualmente pelo Observatório da Discriminação Racial no Futebol. Segundo Marcelo Carvalho, fundador do Observatório, o número de casos explodiu no ano passado em relação a 2020.

– Foram 31 casos em 2020 e 64 em 2021. Esse é o número de casos de racismo no futebol brasileiro ou com atletas brasileiros em competições sul-americanas – disse Carvalho. 

Neste ano, a CBF passou a patrocinar o trabalho do Observatório. 

– O trabalho do Observatório é muito relevante pela qualidade da pesquisa e ajuda a dar mais profundidade na discussão. A parceria da CBF serve para dar uma tranquilidade financeira ao grupo e ajudá-los a desenvolver projetos ao longo prazo – declarou o presidente da CBF.