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O teste do pezinho detecta doenças genéticas, congênitas, infecciosas, erros inatos do metabolismo e da imunidade
O teste do pezinho detecta doenças genéticas, congênitas, infecciosas, erros inatos do metabolismo e da imunidade
Foto: Gustavo Roth/Folhapress

Em São Paulo, ação da campanha Junho Lilás reforça o teste do pezinho

P ara chamar atenção para a importância do teste do pezinho nos bebês, a campanha Junho Lilás realizou nesta segunda-feira (24) uma ação na Estação de Metrô Hospital São Paulo, da linha 5-Lilás, com o objetivo de conscientizar a população sobre a necessidade de fazer a triagem neonatal e ampliar a cobertura dos exames.

A ação é uma parceria da ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 5-Lilás de metrô de São Paulo, em parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae ) de São Paulo, pioneira no teste do pezinho na América Latina.

A campanha Junho Lilás está na terceira edição e foi lançada no último dia 6 pela organização, em parceria com a União Nacional dos Serviços de Referência em Triagem Neonatal (Unisert).

TESTE.

O teste do pezinho é um exame rápido que pode impedir o desenvolvimento de doenças genéticas e metabólicas no bebê, que podem levar à deficiência intelectual. O exame gratuito é obrigatório e deve ser realizado em todo e qualquer recém-nascido - preferencialmente, entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê.

O teste básico - em que gotinhas de sangue do calcanhar do bebê são coletadas - é composto por seis diagnósticos: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, deficiência de biotinidase, anemia falciforme e demais hemoglobinopatias e fibrose cística.

"O hipotireidismo congênito é diagnosticado,em torno de 1 a cada 4 mil crianças. A doença é tratada com hormônios administrados preventivamente, e por toda a vida, para fazer com que a criança se desenvolva normalmente, sem deficiência intelectual. O bacana é isso: é possível fazer o diagnóstico precoce e a criança terá uma vida normal", disse a supervisora do laboratório da Apae, a farmacêutica bioquímica Sônia Hadachi.

AÇÃO.

Durante a ação desta segunda-feira, profissionais do laboratório da Apae de São Paulo ofereceram orientação aos passageiros do metrô, esclarecendo sobre as doenças que podem ser diagnosticadas na triagem neonatal. Também foram distribuídos panfletos didáticos.

A supervisora destacou que as mulheres que fizeram parto em casa devem levar o bebê, logo após o nascimento, para fazer o teste.

"É recomendado procurar imediatamente um posto de coleta do teste do pezinho, o que pode ser feito na Apae, ou no hospital de referência, ou em uma unidade básica de saúde mais próxima da sua residência. O certo é fazer a coleta preferencialmente entre o terceiro e o quinto dia de vida, porque o exame, quando houver alteração, a confirmação do diagnóstico deve ser feita em tempo hábil para iniciar o tratamento o mais rápido possível, antes da manifestação dos sintomas".

De acordo com o Ministério da Saúde, uma média de 2,4 milhões de recém-nascidos são triados no Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). No mesmo período foram diagnosticados 17.410 recém-nascidos com alguma das doenças detectáveis pelo teste do pezinho.
(AB)

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