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Nilton Tatto
COLABORADOR
Nilton Tatto COLABORADOR
Foto: Divulgação

Quem pode salvar o mundo

As últimas semanas tem sido marcadas por atos e manifestações em defesa do meio ambiente pelo Brasil e pelo mundo. Da Índia à Inglaterra, da Alemanha à Nigéria, do Japão ao Paquistão, milhões de pessoas foram às ruas clamar por mudanças drásticas na forma como nos relacionamos com o Planeta.

O movimento foi puxado principalmente por grupos de jovens, descontentes da forma como as gerações que os antecederam vem tratando o meio ambiente e os recursos naturais. A maioria nasceu depois de 1992, quando as lutas sócio ambientais ganharam projeção internacional e passaram a marcar presença constante nas agendas nacionais. Isso explica, pelo menos em parte, o engajamento e a importância desta pauta para estes jovens - eles têm informação e sabem o que está em jogo. A simplicidade e o impacto dos discursos proferidos por Greta Thunberg, idealizadora do movimento Fridays For Future (Sextas-feiras Pelo Futuro), ou de outros jovens que assumem protagonismo neste embate talvez sejam seus maiores trunfos. Chamam atenção para cada pequeno ato, mas também aos grandes projetos políticos que podem transformar nossos padrões de consumo. "Nunca somos pequenos demais para fazer a diferença", lembrou a jovem Greta em discurso na Conferência do Clima da ONU.

Precisamos urgentemente reduzir a emissão de poluentes pela queima de combustíveis; pelo desmatamento e pelo nosso padrão de vida, o que passa, necessariamente, pela adoção de políticas de Estado, como a Transição Ecológica, mas também por pequenas mudanças nas práticas diárias. Um bom exemplo de como podemos fazer a diferença é adotando o transporte ativo, sempre que possível, ou os meios públicos e coletivos de deslocamento ao invés do veículo motorizado individual.

Estas mudanças não são nada desprezíveis, ainda mais considerando que em 2017 e 2018 as emissões de dióxido de carbono bateram recordes históricos. Nesta semana da mobilidade, que teve início no Dia Mundial Sem Carro, muitas iniciativas, projetos e pesquisas que apontam para a importância dos deslocamentos a pé, em bicicleta e nos meios coletivos são divulgadas e, pelo menos neste período, os ares que respiramos já são mais democráticos e
progressistas.

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