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Nilto Tatto

Nilton Tatto
COLABORADOR
Nilton Tatto COLABORADOR
Foto: Divulgação

O corona e os canalhas

Países que se apressaram em adotar medidas ditas "não farmacológicas", mas de comportamento, são os que têm obtido maior êxito no combate ao Coronavírus. Estas ações consistem, fundamentalmente, em evitar ou diminuir ao máximo o contato social, retardando e muitas vezes impedindo a disseminação do vírus. Ainda que tais atitudes sejam recomendadas praticamente em unanimidade pelos profissionais da saúde do Brasil e do mundo, parecem não sensibilizar alguns de nossos governantes.

A China e a Itália colocaram a população em quarentena; a França decretou o fechamento de seus bares e restaurantes e a Alemanha bloqueou praticamente todas as suas fronteiras, só para citar alguns exemplos. Ainda é cedo para aferir a real efetividade das medidas, mas infelizmente estes exemplos têm sido ignorados por alguns dos nossos gestores públicos, que tomaram atitudes controversas, quando não criminosas, que podem trazer graves conseqüências para os idosos, principal grupo de risco.

João Doria Júnior é um deles: se apressou em fechar museus e centros culturais frequentados pela elite paulistana, mas não fez o mesmo com as escolas da rede pública de ensino, colocando profissionais da educação e alunos na mira do vírus. O governador de São Paulo ainda limitou os exames que atestam a contaminação, o que certamente irá prejudicar o conhecimento real do número de casos no Estado. Outra autoridade irresponsável tem sido o presidente da República, Jair Bolsonaro, que, ao que tudo indica, pode estar contaminado.

Após criar um circo em torno da sua condição de saúde, com informações falsas ditando o rumo da sua estratégia de comunicação, o presidente do Brasil compareceu a uma manifestação convocada por ele mesmo contra a democracia e as instituições. Se os médicos alertam para que a população evite grandes aglomerados, que tipo de liderança faria algo assim? Ao contrário de Jair Bolsonaro e João Doria, que fazem chacota do povo brasileiro, todos nós precisamos assumir a responsabilidade de combater, tanto o vírus, quanto os desagravos deste tipo de canalhas.

*Nilto Tatto é deputado federal pelo PT por São Paulo

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