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O projeto FoFITO Explica surgiu em 2018, sob a responsabilidade da professora Luciane Valéria Sita
O projeto FoFITO Explica surgiu em 2018, sob a responsabilidade da professora Luciane Valéria Sita
Foto: Reprodução/Youtube

USP divulga conteúdos virtuais que explicam a origem de doenças neurológicas

Vídeos são realizados por alunos; projeto facilita a compreensão de doenças como Alzheimer, esclerose múltipla e Parkinson

A Universidade de São Paulo (USP) disponibilizou conteúdos virtuais para auxiliar estudantes durante a pandemia, já que alguns recursos foram interrompidos. O projeto é preparado por alunos de fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, com conteúdos desenvolvidos na disciplina de Neuroanatomia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP.

O FoFITO Explica aborda a reação do sistema nervoso quando ele é afetado por uma doença neurológica. O projeto também facilita a compreensão de doenças como Alzheimer, esclerose múltipla e Parkinson.

ORIGEM.

O projeto FoFITO Explica surgiu em 2018, sob a responsabilidade da professora Luciane Valéria Sita, que leciona a disciplina no ICB. Formada em Fisioterapia e especializada em Fisioterapia Neurológica, ela tem familiaridade com tais doenças, porém isso não se aplica aos estudantes.

“Sempre percebi que os alunos tinham muita dificuldade em neuroanatomia, porque é uma disciplina muito árdua, muito difícil”, revela. Com isso, a partir de uma pesquisa de opinião entre os alunos, a docente concluiu que a neuroanatomia é o tipo de anatomia mais difícil de ser compreendida.

“Ela é muito importante para esses futuros profissionais em sua vida clínica. Então, eu quis mostrar que eles precisavam entender esse tema, porque depois iriam aplicar esses conceitos nos pacientes que tratarão daqui a quatro anos, quando se formarem”, diz a professora.

WORKSHOP.

O que contribuiu para o projeto ser posto em prática, segundo a professora Luciane, foi um workshop do Congresso de Graduação da USP que orientava como fazer vídeos, principalmente a parte de roteiro. “Eu ensino para os alunos como eles devem planejar um vídeo, incluindo, por exemplo, a iluminação e como se portar. A partir daí eles têm liberdade para escolher qual é a patologia que eles vão abordar e qual vai ser o conteúdo do vídeo, com base no roteiro que vão criar”, esclarece.

Os vídeos produzidos são avaliados por Luciane e Camila Squarzoni Dale, outra docente do curso, além de alunos de pós-graduação que participam do Programa de Aperfeiçoamento de Ensino (PAE). O material também é analisado pelo neurologista Mauricio Hoshino. “Já que os vídeos são médicos, é bom que um especialista avalie para termos certeza de não existir informações incorretas sendo passadas para o público”, explica a professora.

Os interessados podem obter mais informações pela página do Facebook e pelo canal do YouTube do projeto.

 

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