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A coleta dos dados aconteceu entre 20 de fevereiro e 5 de março, portanto uma semana antes das medidas mais drásticas de isolamento
A coleta dos dados aconteceu entre 20 de fevereiro e 5 de março, portanto uma semana antes das medidas mais drásticas de isolamento
Foto: Nair Bueno/Diário do Litoral

Efeitos do coronavírus começam a ser sentidos pelo comércio, diz CNC

A pesquisa foi divulgada na segunda-feira (23) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de março revela que os impactos da pandemia do novo coronavírus começaram a ser sentidos pelo varejo brasileiro. O índice atingiu 128,4 pontos, maior patamar desde dezembro de 2012 (129 pontos), mas com queda de 0,2% em relação a fevereiro, interrompendo quatro meses consecutivos de alta.

A pesquisa foi divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, disse que a coleta dos dados aconteceu entre 20 de fevereiro e 5 de março, portanto uma semana antes de as medidas mais drásticas de isolamento para evitar maior disseminação do novo coronavírus serem adotadas no Brasil, o que ocorreu entre 9 e 13 de março. O período foi marcado pela primeira queda significativa da Bolsa de Valores, no dia 12. “O temor começou a se intensificar”, apontou Izis. Foram consultados 18 mil empresários do comércio de todos os estados, mais o Distrito Federal.

A queda do ICEC na passagem de fevereiro para março é explicada, principalmente, por uma retração no índice de expectativas. “Isso significa que já no período de referência da pesquisa, pelo canal das expectativas, os comerciantes já estavam esperando uma piora da economia do setor do comércio e da empresa nos próximos meses”. Segundo Izis, pelo canal das expectativas, já houve uma antecipação da queda na confiança do empresário do comércio. “Que é o que a gente deve ver nos próximos meses”.

REVERSÃO

Izis avaliou que o resultado indica que o índice ainda está na zona de avaliação positiva, sinalizando otimismo, mas isso deve se reverter nos próximos meses em função da crise que está instalada no País.

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