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Vai comprar um imóvel? Saiba as tendências do mercado para 2024

Especialistas estão otimistas com o mercado imobiliário em 2024. Imóveis mais sustentáveis e com itens de lazer estão entre as preferências do consumidor

Gladys Magalhães

Publicado em 09/02/2024 às 12:53

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As perspectivas do mercado imobiliário em São Paulo são positivas em 2024 / Pexels por Pixabay

A procura por imóveis mais sustentáveis deve aumentar em 2024. Ao menos, esta é a expectativa de profissionais do mercado imobiliário ouvidos pela Gazeta de S. Paulo. Segundo especialistas, a sustentabilidade é cada vez mais importante para o consumidor, transformando-se, inclusive, em fator decisivo para quem está na dúvida entre vários imóveis.

“As incorporadoras estão mais preocupadas em ter empreendimentos mais sustentáveis e, com isso, diversas ideias e alternativas surgem, como a introdução de áreas verdes e de paisagismo nos ambientes comuns do condomínio. Além disso, pensar em um projeto sustentável também é pensar em como se consome e produz energia.  Algumas incorporadoras já incluem em sua rede de abastecimento das áreas comuns a previsão para captação de energia solar, reaproveitamento da água e até adaptação das plantas para priorizar o aproveitamento dos raios solares na iluminação dos ambientes e da ventilação natural, reduzindo o uso de umidificadores, ar-condicionado e ventiladores, por exemplo”, relata Caio Carrato, CEO da Apê11, plataforma de compra e venda que atua no segmento B2B e é conhecida por impulsionar empreendedores imobiliários e ressignificar o conceito de parceria. 

A busca por itens de lazer no condomínio é outra tendência que deve continuar em alta em 2024, conforme explica Raquel Rajão, gerente de estratégia digital da incorporadora BRZ Empreendimentos.

“A busca por espaços mais eficientes e ecologicamente corretos é uma tendência forte. Os espaços eficientes podem ser entendidos como apartamentos compactos, inteligentes, e que têm todas as facilities que o condomínio oferece para facilitar literalmente a vida das pessoas. Neste sentido, a área de lazer do condomínio acaba sendo uma extensão da casa. É o condomínio oferecendo todas as soluções de uma forma mais sustentável para gerar economia e para que as pessoas tenham acesso a tudo que elas precisam”, argumenta Raquel.

Ainda segundo a gerente da BRZ Empreendimentos, os compradores de classe média, geralmente, são os que mais buscam facilidades nos imóveis, optando por condomínios-clubes, que ofereçam muito lazer, comodidade e soluções que sejam a extensão de seus apartamentos compactos.

O consumidor de alto padrão, por outro lado, persegue a exclusividade, localização privilegiada, infraestrutura de luxo, sofisticação e requinte. Caio completa lembrando da importância da segurança para esta parcela da população.

“As pessoas buscam conveniência, serviços dentro dos condomínios, com itens completos de lazer e equilíbrio entre custo e benefício. Importante prover ainda plantas inteligentes, com espaço de home office, e com o máximo de uso de cada m². No alto padrão o item de segurança, tamanho, localização e arquitetura de alto nível se destacam, sendo que os empreendimentos com assinaturas exclusivas geram uma diferenciação”, diz Caio.

Perspectivas
De acordo com especialistas, as boas perspectivas da economia trazem expetativas positivas para o mercado imobiliário em 2024.

“A expectativa do mercado imobiliário para 2024 é melhor do que o cenário de 2023, pois existe a expectativa de baixa de juros (Selic), que é a base utilizada para os financiamentos imobiliários. Selic mais baixa, condições menos restritivas e taxa de juros menores. Cenário perfeito para haver mais comercialização de imóveis”, reflete Bernardo Abdalla, CEO da OMA, empresa especializada na administração, venda e locação de imóveis.

Dentre os segmentos, o que mais deve se destacar é o popular, devido à reformulação do Minha Casa, Minha Vida e de iniciativas dos governos estaduais.

“O segmento que mais vai se destacar é o popular, para o público de baixa renda, devido à reformulação e o impulsionamento do programa Minha Casa, Minha Vida. Além disso, alguns estados estão com iniciativas de ter seus próprios programas habitacionais, como o Casa Paulista em São Paulo, que somam aos subsídios do Minha Casa, Minha Vida. Isso aliado à queda dos juros, o incentivo ao financiamento e o acesso de famílias que antes não tinham acesso, como as famílias de renda até três, quatro salários mínimos, que voltam a ser contempladas pelos benefícios dos programas habitacionais, leva a crer que o segmento do mercado que vai estar mais aquecido é o popular”, explica Raquel.

São Paulo
Considerando apenas o estado de São Paulo, as perspectivas do mercado imobiliário também são positivas, visto que o Estado é o que possuí o maior saldo de empregos formais do país. Para Raquel, a região metropolitana de Campinas é uma das que mais deve se destacar no ano.

“A região metropolitana de Campinas ainda possui as vantagens do interior. Ou seja, é menor do que a Capital e oferece mais segurança. Campinas não necessariamente, mas nas cidades próximas, o custo de vida é muito menor do que em São Paulo e são cidades que estão num processo importante de expansão”, diz.

No que diz respeito à Capital, as revisões do Plano Diretor e da Lei de Zoneamento devem impactar de forma positiva na construção e venda de imóveis. “Temos ajustes importantes na Nova Lei de Zoneamento em São Paulo, que deve trazer um novo fôlego para ajustes de projetos até o final do ano. Neste contexto, entendo que a zona Sul deve se destacar, pela concentração de renda, um impacto mais positivo na redução dos juros, assim como ajuste que contribui na Lei de Zoneamento aprovada, com produtos compactos que, se ajustados, tendem a aumentar a liquidez com foco em moradias e investimento”, analisa Caio.

Bernardo acrescenta que o reajuste no Plano Diretor traz ainda outra vantagem ao permitir mais construções próximas de eixos de transportes.

“O novo Plano Diretor irá reformular a cidade, permitindo prédios mais altos e diversificação de opções habitacionais próximas ao eixo de transporte. Assim, a cidade de São Paulo, certamente, ampliará ainda mais as construções nos eixos próximos às estações de metrô e corredores de ônibus”, finaliza.

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