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BOTO COR-DE-ROSA.
O mamífero é cinza, mas ganha a cor que lhe dá o nome devido à cor escura do rio Negro. Os animais são dóceis e se permitem serem tocados, e até receber comida dos turistas.
BOTO COR-DE-ROSA. O mamífero é cinza, mas ganha a cor que lhe dá o nome devido à cor escura do rio Negro. Os animais são dóceis e se permitem serem tocados, e até receber comida dos turistas.
Foto: ANA JATAHY

A cidade do boto cor-de-rosa

MASCOTES. A pequena Novo Airão fica perto de Manaus e reúne Floresta Amazônica, ilhas fluviais, artesanato e os simpáticos botos cor-de-rosa, símbolo da cidade

Ilhas fluviais são bancos de areia ou terra rodeados pela água dos rios - e é o que se encontra em Novo Airão, a 190 km de Manaus. A cidade faz parte do Parque Nacional de Anavilhanas, que possui um arquipélago fluvial com 400 ilhas, o segundo maior do mundo. Não bastasse essa preciosidade da natureza, Novo Airão também fica dentro do Parque Nacional do Jaú, terceiro maior parque de floresta tropical do mundo, e da reserva indígena Waymiri Atroaris.

É muita natureza junta, e não à toa a cidade tem como seu símbolo o boto cor-de-rosa, que aparece com frequência nas praias dos rios da cidade - um deles é o grande rio Negro, que se junta com o rio Amazonas em Manaus.

Se há uma Nova Airão, é porque em algum momento existiu a Velha Airão, que hoje é uma cidade abandonada. No passado, era grande produtora de borracha, que era vendida aqui e exportada a outros países. O ciclo da borracha terminou, as empresas faliram, e os moradores foram para outras cidades - mas muitos deles foram a um vilarejo vizinho, onde fundaram Novo Airão.

A natureza foi bastante generosa com a cidade. No período de chuvas, as florestas se inundam, boa parte das ilhas fica submersa, e dá para andar de barco entre as copas das árvores. Quando as chuvas acabam e os rios abaixam, podemos ver outros animais, como jacarés, ariranhas e os botos cor-de-rosa.

Além dos atrativos naturais, Novo Airão também é conhecida pela fabricação de barcos e seu artesanato. As obras são feitas de madeira, fibras naturais como cipó, piaçava e tucumã e papel reciclado. Há também um centro de artesanato indígena. É natureza pura! (Vanessa Zampronho)

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