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RIO DE JANEIRO. Já é um dos destinos mais procurados durante o ano, e promete ser mais visitado depois da Covid-19
RIO DE JANEIRO. Já é um dos destinos mais procurados durante o ano, e promete ser mais visitado depois da Covid-19
Foto: Marchello 74

Para onde ir depois do coronavírus

Depois da pandemia de Covid-19, o turismo estima que o mercado doméstico, de viagens nacionais, volte com mais força

Enquanto o mundo se isola para evitar que o coronavírus se espalhe ainda mais, as cidades ficam vazias: aqueles pontos turísticos conhecidos não recebem mais pessoas e o turismo fica bem prejudicado. Estimativas de entidades do setor de turismo calculam em bilhões de reais o prejuízo com a paralisação das atividades com a Covid-19.

Mas a vontade de viajar das pessoas não arrefece com a doença: a TBO Holidays, uma multinacional que atua como prestador de serviços a agentes de viagens, e com mais de 90 escritórios pelo mundo, acredita que os primeiros destinos que vão despontar depois da pandemia são os nacionais. "O turismo doméstico será o primeiro a ser retomado. Resorts all-inclusive e hotéis-fazenda de luxo são os que podem despontar, porque oferecem mais segurança", afirma a country manager da TBO no Brasil, Sueli Muruci.

Macaque in the trees
CAMPOS DO JORDÃO: A serra da Mantiqueira paulista guarda uma pérola: a cidade é muito visitada no inverno, devido ao clima mais frio. É muito conhecida pelo Festival de Inverno, que costuma acontecer em julho, e seus restaurantes

A tendência das viagens nacionais já era registrada antes mesmo do coronavírus. A Encontre Sua Viagem, uma rede de franquias que atua como agência de turismo e tem parcerias com hotéis e companhias aéreas, notou esse aumento. "Os voos domésticos já vinham sendo maiores que os internacionais antes da pandemia devido à alta do dólar. Esse cenário deverá continuar até o final do ano, principalmente levando em conta que a renda das pessoas foi comprometida, o que acaba refletindo nas viagens internacionais", afirma o diretor-executivo da empresa Henrique Mol.

A empresa cita uma pesquisa feita pela Mapie Consultoria e a Panrotas Editora, feita especialmente para descobrir a quantas anda o humor das pessoas em viajar depois da pandemia e as estimativas do mercado de turismo para este ano. Foram contatadas 300 pessoas, de forma online, em todo o país, e 26,8% delas elencaram o Nordeste brasileiro como o destino pós-Covid-19. Praias regionais, mais próximas das residências, foram citadas por 14,43%; a Serra Gaúcha, por 11,34%; e o Rio de Janeiro, por 8,93% dos participantes. Os destinos internacionais aparecem de forma mais tímida: 7,9% pretendem ir à Europa, e 4,81%, aos Estados Unidos.

Macaque in the trees
FLORES DA CUNHA: A cidade faz parte da Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul. O clima mais ameno é ideal para a produção de vinhos - o município é o maior produtor da bebida do Brasil -, e tem uma forte influência da colonização italiana. Além das visitas às vinícolas, algumas propriedades possuem programas de passeio de balão, como este, que fica na propriedade da vinícola Luiz Argenta. Os passeios devem ser agendados e combinados com antecedência. A rede hoteleira é bem estruturada

Entre os destinos nacionais, a Encontre Sua Viagem elenca Fortaleza, Maceió, Salvador, Natal, Porto Seguro, Ipojuca e Campos do Jordão. A pesquisa da Mapie ainda aponta que 55% dos respondentes já tinham planejado viagens antes do coronavírus, e destes, 45,45% estão aguardando o desenrolar dos acontecimentos. Entre os que já se decidiram, 21,33% pretendem viajar ainda neste ano. "Até porque após ficarem tanto tempo isoladas em casa, as pessoas necessitam estar em novos lugares", completa Mol, da Encontre Sua Viagem.

Macaque in the trees
MACEIÓ: A capital alagoana tem calor praticamente o ano todo, e está no radar das pessoas que querem voltar a viajar depois do coronavírus. Uma das praias mais visitadas é a da Pajuçara (foto), que é bastante urbanizada, tem coqueiros e infraestrutura turística

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